
A professora Célia Maria Cassiano, de Campinas, passou por um procedimento de morte assistida nesta quarta-feira (15), na Suíça, após enfrentar uma doença degenerativa.
Diagnosticada com atrofia muscular progressiva, Célia utilizava as redes sociais para relatar sua rotina e os desafios impostos pela condição. Em um vídeo de despedida, afirmou ter vivido “uma vida deliciosa”.
Formada em Ciências Sociais e com mestrado pela Universidade Estadual de Campinas, ela atuou como educadora na área de artes em instituições como o Serviço Social do Comércio e a Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação.
Após o diagnóstico, em outubro de 2024, a professora passou a compartilhar publicamente a progressão da doença, marcada pela perda gradual dos movimentos e pela dependência crescente de cuidadores para atividades básicas.
Com o avanço do quadro, ela também registrou Diretivas Antecipadas de Vontade (DAV), declarando que não desejava procedimentos invasivos para prolongar a vida.
A viagem para a Suíça e a realização do procedimento foram organizadas ao longo de sete meses com o apoio de uma organização especializada. O caso reacende debates sobre autonomia, cuidados paliativos e legislação relacionada à morte assistida.




