UFMT investiga lista que classificava estudantes como “estupráveis” em curso de Direito

Universidade abriu procedimento administrativo e afastou preventivamente um aluno após vazamento de mensagens

Foto: reprodução

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, instaurou um procedimento administrativo para investigar a criação e divulgação de uma lista que classificava estudantes como “estupráveis” dentro da Faculdade de Direito da instituição.

O caso veio à tona após o vazamento de mensagens trocadas entre alunos, nas quais eram feitas referências à intenção de abusar sexualmente de colegas do curso. Segundo o centro acadêmico, a situação gerou forte repercussão entre os estudantes.

Após a divulgação do conteúdo, um protesto organizado por alunos da própria faculdade foi realizado na última segunda-feira (4), cobrando providências da universidade.

Em nota oficial, a UFMT informou que adotou medidas imediatas assim que tomou conhecimento da denúncia. A instituição confirmou a abertura de um procedimento administrativo para apurar os fatos e identificar todos os envolvidos.

“Diante da gravidade dos fatos noticiados, a Faculdade de Direito informa que, tão logo tomou ciência da situação, adotou imediatamente as providências cabíveis”, declarou a universidade.

A nota também informa que foi aplicada a suspensão liminar de um estudante investigado no caso.

“A denúncia foi formalmente encaminhada à Direção, tendo sido instaurado procedimento administrativo com o objetivo de apurar, de forma rigorosa e imparcial, a veracidade dos fatos, as circunstâncias em que teriam ocorrido, bem como eventual responsabilidade disciplinar”, acrescentou a instituição.

Caso semelhante ocorreu em escola de São Paulo

Em março deste ano, alunos do 9º ano do Colégio São Domingos, na zona oeste de São Paulo, também foram suspensos após criarem uma enquete em um grupo de WhatsApp para eleger as “meninas mais estupráveis”.

Na ocasião, a escola informou que adotou medidas de acolhimento às estudantes, além de reuniões com familiares e conversas com os responsáveis pelas mensagens.

Os episódios reacendem o debate sobre violência de gênero, comportamento em ambientes educacionais e a necessidade de ações preventivas e educativas nas instituições de ensino.