
O secretário estadual de Emprego, Trabalho, Renda e Esporte da Bahia, Augusto Vasconcelos, avaliou com cautela a discussão em torno da chamada “taxa das blusinhas”, medida que incide sobre compras internacionais de baixo valor e foi revogada pelo presidente Lula nesta semana. Segundo ele, o tema envolve tanto o acesso ao consumo por parte da população de menor renda quanto a proteção da economia nacional.
Durante entrevista ao Blog do Valente, o secretário ponderou que a medida tem efeitos distintos. “Por um lado, ela beneficia o consumidor de baixa renda, que é quem mais compra através dos sites, por outro lado, ele também não pode significar uma sabotagem da própria economia nacional, inviabilizando como uma concorrência desleal as empresas brasileiras.”
Ele destacou ainda que o governo federal, sob liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem buscado equilibrar esse cenário com medidas estruturais. “O presidente Lula, preocupado com isso, ao mesmo tempo que retirou a tributação da ‘taxa das blusinhas’, está promovendo uma reforma tributária, simplificando tributos, reduziu a tributação dos mais pobres e da classe média, isentando de imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil e melhorando a tributação para quem ganha até R$ 7.350, ao mesmo tempo em que, através da Nova Indústria Brasil, coordenada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, tem desenvolvido com órgãos financiadores o fortalecimento da nossa indústria.”
O secretário também reforçou a importância do diálogo com diferentes setores produtivos para fortalecer a economia interna e ampliar a geração de empregos no país. “É necessário que a gente faça um diálogo com todos os setores da economia para que nós possamos produzir aquilo que o povo brasileiro vai consumir, que será produzido no Brasil, gerando emprego no Brasil. Isso é justo, é uma reivindicação legítima e conta com o nosso apoio.”
Segundo ele, o governo estadual tem mantido articulação com entidades representativas, como a Federação das Indústrias do Estado da Bahia e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo da Bahia, para discutir alternativas que impulsionem o crescimento econômico da Bahia.
Ao relembrar episódios recentes, Augusto Vasconcelos citou medidas adotadas diante de impactos externos na economia brasileira. “No ano passado, quando Donald Trump impôs um tarifaço contra a nossa economia, o governo brasileiro agiu e a Bahia montou um comitê de crise, onde a gente monitorou, inclusive com presença diplomática, nos Estados Unidos, para reverter aquelas sanções à nossa economia brasileira e à economia baiana e conseguimos reverter. Grande parte da nossa exportações foi destravada e a Bahia voltou a exportar e a crescer economicamente.”



