Brasil cria 85,9 mil postos de trabalho em abril, aponta Caged

Dados do Ministério do Trabalho mostram desaceleração no mercado formal diante dos juros altos e perda de ritmo da economia

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O Brasil abriu 85.888 vagas de emprego com carteira assinada em abril, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O resultado representa forte desaceleração em relação ao mesmo período do ano passado e também na comparação com março deste ano. Em abril de 2025, o saldo havia sido de 238 mil vagas, enquanto março de 2026 registrou mais de 227 mil postos formais criados.

Com isso, o desempenho de abril se tornou o segundo pior para o mês desde 2020, ficando atrás apenas do período mais crítico da pandemia de COVID-19.

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o país soma 699.762 empregos formais criados, número inferior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

Entre os setores que mais contrataram em abril, o destaque ficou para serviços, com mais de 69 mil vagas abertas. A construção civil também apresentou saldo positivo, seguida pela indústria.

Por outro lado, agropecuária e comércio encerraram o mês com mais demissões do que admissões. Segundo os dados, o resultado negativo no campo foi influenciado pelo encerramento de safras agrícolas, enquanto o comércio apresentou retração típica para o período.

Regionalmente, todas as cinco regiões brasileiras registraram saldo positivo. O Sudeste liderou a geração de empregos, seguido pelo Nordeste e Centro-Oeste.

Entre os estados, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais tiveram os melhores resultados. Já Alagoas, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte fecharam vagas formais no período.

Apesar da desaceleração, o total de trabalhadores com carteira assinada no país chegou a 47,8 milhões em abril.