Quatro ‘fichas sujas’ se elegeram na Bahia: para a Assembleia Legislativa, Carlos Brasileiro (PT) e Maria Luiza Laudano (PT do B), para a Câmara dos Deputados, Geraldo Simões (PT) e Jânio Natal (PRP). O Tribunal Regional Eleitoral liberou a candidatura deles, mas a Procuradoria Regional Eleitoral entrou com recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TSE ) para tentar impedi-los de concorrer.
O impacto das cassações seria apenas na Assembleia e atingiria os petistas. O PT, PDT, PP e PRB, que elegeram 27 deputados ao todo, perderiam duas cadeiras. A coligação do PT do B, PPS, PSDC, PMN e PRP permaneceria com quatro representantes.
Dois petistas seriam degolados: o próprio Brasileiro e o deputado reeleito Yulo Oiticica – os dois menos votados da coligação. No lugar deles entrariam o deputado Capitão Tadeu (PSB), que não conseguiu se reeleger, e Wenceslau Augusto (PCdoB). Maria Luiza, cujo partido se coligou com PPS, PSDC, PMN e PRP, seria substituída pelo deputado Jurandy Oliveira (PRP).
A bancadas do PSB e do PCdoB passariam ambas de três para quatro parlamentares. Para o governador Jaques Wagner (PT), nada mudaria. Os dois petistas dariam lugar a dois parlamentares que compõem a base governista.
A bancada baiana na Câmara Federal, formada por 39 parlamentares, não sofreria alterações com a validade da lei. Mesmo que Geraldo Simões seja cassado, o grupo de partidos ao qual o petista se aliou – PSB, PCdoB, PP, PDT, PRB e PHS – continuaria com 22 deputados.
A coligação formada pelo PT do B, PRP, PTN, PPS, PSDC, PMN e PTC não perderia sua única cadeira, no caso de Jânio Natal ser cassado. A diferença é que sairia um representante do PRP para dar lugar a um do PMN, Pastor Luciano. Quem está doido para ver o se beneficiará com a cassação do mandato de Geraldo Simões é o ex-boxeador Acelino Popó Feiras (PRP). Ele é o primeiro suplente da coligação e substituiria o petista. (Informações A TARDE)



