
O empresário Neto Sande, da Crown Produções, avaliou de forma positiva a atuação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) durante os festejos juninos deste ano. Em entrevista ao Blog do Valente, neste sábado (12), durante o São Pedro do Benfica, em Santo Antônio de Jesus, ele afirmou que a intervenção do órgão contribuiu para dar mais transparência às contratações de artistas.
Segundo Neto, a atuação do MP não teve caráter de impedir a realização das festas, mas de compreender como funciona o mercado de eventos e buscar mais equilíbrio nos gastos públicos.
“Acho que foi de grande valia a intervenção, da forma que foi feita. Não foi uma forma autoritária, nem querendo acabar com a festa. O Ministério Público quis entender como funciona a contratação dos artistas, os valores e tudo mais”, afirmou.
O empresário destacou que a iniciativa ocorreu após provocação da União dos Municípios da Bahia (UPB) e parabenizou os promotores envolvidos no projeto.
“Quero parabenizar a doutora Rita, a doutora Milena, o doutor Franco e todos que se empenharam para fazer esse projeto acontecer. Acho que foi bacana e acredito que tem que ter continuidade”, disse.
Apesar do reconhecimento ao trabalho desenvolvido, Neto defendeu que o acompanhamento do Ministério Público também alcance o cumprimento dos contratos por parte das administrações municipais. Segundo ele, além de discutir os valores dos cachês, é preciso fiscalizar os pagamentos feitos aos artistas e produtores.
“Os prefeitos reclamam do valor do cachê, mas também precisam estar com as contas em dia. Não é só cobrar da nossa parte; eles também têm que fazer a parte deles”, declarou.
O empresário afirmou que, embora muitos gestores honrem os compromissos assumidos, ainda existem casos de atraso após a realização dos eventos.
“Tem muitos prefeitos que levam isso a sério, mas existem outros que, depois que a festa passa, a gente deixa de ser prioridade. A festa acaba, mas o compromisso continua existindo”, pontuou.
Neto Sande também revelou que uma nova reunião deve ser realizada com representantes do Ministério Público para apresentar casos de municípios que estariam inadimplentes com artistas e produtores.
“Todo mundo quer ter o selo de transparência. Então, já que quer ter, vamos cumprir tudo direitinho. É uma via de mão dupla. Acredito que vamos contar com a parceria do Ministério Público também nessa questão”, concluiu.


