Suspeitos usaram dedos de professora morta para fazer saques na Bahia

Quebra de sigilo bancário aponta que investigado retirou R$ 18 mil em agência de Serrinha; tentativa de quarta retirada falhou devido ao estado de decomposição.

Imagem: divulgação/ Polícia Civil

As investigações sobre a morte da professora aposentada Vivaldina de Jesus Bonfim, de 64 anos, assassinada no último dia 7 de julho em Santa Rita de Cássia, no oeste da Bahia, revelaram detalhes chocantes sobre a ação dos criminosos. A Polícia Civil confirmou, por meio da quebra de sigilo bancário da vítima, que parte do corpo da idosa foi amputada para a realização de saques bancários via biometria.

De acordo com as autoridades, Cristiano Machado de Oliveira usou os dedos amputados da professora para efetuar três retiradas em uma agência do Banco do Brasil na cidade de Serrinha, totalizando R$ 18 mil. O investigado ainda tentou realizar um quarto saque, que acabou frustrado porque o tecido biológico utilizado já se encontrava em avançado estado de decomposição.

O corpo de Vivaldina foi localizado por familiares enrolado em um lençol no banheiro da residência onde morava, após a família estranhar a falta de contato. O laudo pericial indicou lesões na cabeça e nas costas, apontando que a vítima foi assassinada por asfixia e golpes de faca, tendo os dedos arrancados logo após o crime para viabilizar as transações financeiras.