Acusada de participação na morte do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, em abril de 2014, a assistente social Edelvânia Wirganovicz falou sobre o crime ao programa “Repórter Record Investigação”, da Rede Record.
Edelvânia disse que estava no carro quando a madrasta do garoto, Graciele Ugulini, teria dado uma dose elevada de remédios que levou o menino a morte – a polícia acredita que, na verdade, Graciele aplicou uma injeção. “Ela pegou um punhado de remédio, uma garrafinha e deu para ele tomar. Ele desmaiou. Eu disse: ‘O guri está passando mal’. Ela parou o carro e foi até o banco de trás para examinar ele”, contou.
“Ela examinou, olhou e disse que não tinha mais nada o que fazer. Que ele não estava respirando, não tinha pulso. E eu disse: ‘Então você acabou de matar o guri. Eu vou para a delegacia, já que você não quer levar para o hospital, que não tem o que fazer, eu vou a delegacia. Mas ela me coagiu e disse que eu não iria à delegacia coisa nenhuma. ‘Tu vai me ajudar a dar sumiço no corpo desse guri”, prosseguiu.
Perguntada sobre o momento que mais a marcou em relação ao contexto, Edelvânia mencionou o enterro. “Foi lá na cova, colocar ele ali dentro. Botar ele dentro da cova. A cova eu fiz lá, e na hora ele teve que se ajustar lá dentro. Ficou meio pequena, mas ele coube.”
O CRIME
Em 14 de abril de 2014, após alguns dias desaparecido, Bernardo foi encontrado morto, enterrado em Linha de São Francisco, no Rio Grande do Sul, dentro de um saco plástico. Segundo a polícia, ele morreu após ser dopado por meio de uma injeção que teria sido aplicada pela madrasta, Graciele Ugulini, de 36 anos.
Graciele e o marido, Leandro Boldrini, pai de Bernardo, foram presos sob a acusação de terem planejado e executado o crime. Edelvânia Wirganovicz, assistente social e amiga da madrasta, bem como o irmão dela, Evandro Wirganovicz, também foram presos – ele responde por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de veneno e recurso que dificultou defesa da vítima).





