Aumentam as queixas contra a Embasa em Santo Antônio de Jesus

Aumentos absurdos e repentinos nos valores das contas são o maior problema. Falta d’água já é uma constante, assim como a demora dos serviços

A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) tem sido o principal alvo de queixas prestadas por consumidores em Santo Antônio de Jesus e região. Recentemente uma ouvinte da Andaiá FM se queixou no Programa Levante a Voz sobre a precariedade dos serviços. Segundo ela, existiu uma demora da concessionária em consertar um cano estourado solicitado por ela.

Opinião de Léo Valente

“Privatizada e pública, a diferença está nas tarifas cobradas, pois a precarização do serviço é o mesmo”

A própria Embasa faz campanha para não se deixar o chuveiro aberto enquanto se passa sabonete ou a torneira aberta enquanto se escova os dentes. Temos que fazer isso mesmo, inclusive ensinar a nossos filhos. Mas a Embasa também, quando estoura um cano….. Já teve caso da pessoa ligar numa sexta-feira para a rádio para fazer a reclamação e ligar na segunda para reclamar de novo. Imagine o quanto de água não se desperdiçou. Olhe a Embasa errada. Dê o exemplo. Claro, tem que fazer campanha para se economizar, mas o serviço de terceirização é precário. A parte mais eficiente da Embasa e da Coelba é quando saem cortando água e energia se o consumidor não pagar. E não gostam de dar duas viagens, mesmo o cliente afirmando que vai pagar no momento. Mesmo assim deixa a pessoa no escuro.

Agora, quando é na zona rural. Caiu uma canela, como o pessoal fala, caiu uma chuva, faltou energia as pessoas ficam sofrendo. Engraçado que em bairro de rico, como Maria Preta e Clube dos 100, além da área industrial, o conserto é rápido e religam a energia logo. Na área industrial quando falta energia, a Coelba religa tão rápido que o dono da fábrica pensa que foi apenas uma queda de energia. Mas quando é na zona rural, onde tem muita tarifa social. Coitado do povo!

Alguém pode dizer que a Embasa não tem dinheiro para consertar canos estourados? Que não tem equipe? Aí vem o lado da privatização. Sempre fui contra a privatização da Embasa. Por outro lado, quando a empresa é privada, o pessoal tem todo cuidado. Quem não quer ter prejuízo com energia é a Coelba. Na rua, por exemplo, quem quiser que vá a um parque e puxar um gato, ou na rua, ela aparece na hora. Antigamente não, quando era do governo isso não funcionava, a coisa era a mingué. Roubavam energia e pronto. A Embasa, se fosse privada, estava fazendo o quê? ‘A gente está tomando prejuízo’, ou então ‘tem una multa aqui do governo, da privatização, e se a gente desperdiçar água tem que pagar’. Mas, quando a coisa é pública, se deixa a mingué.