Trezena de Santa Dulce começa neste sábado com programação digital; confira

Era outubro de 2019 quando a Bahia estava em festa pela canonização de Irmã Dulce. Desde aquele dia, a baiana passou a ser reconhecida como Santa Dulce dos Pobres e houve festa em todo lugar do mundo. É difícil imaginar que qualquer brasileiro, no Vaticano ou em Roma – o da Cidade Baixa – pensava que a 1ª festa da 1ª santa brasileira não tivesse público. Mas veio a pandemia do coronavírus e até a fé precisou se reorganizar.

Uma grande festa estava planejada para comemorar a trezena de Santa Dulce dos Pobres, que começa hoje e vai até o próximo dia 13 de agosto. Também pudera: de acordo com as Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) o movimento no Santuário mais do que quadruplicou desde a canonização: o complexo que recebia uma média de 6 mil visitantes mensais passou a ter 26 mil. As missas diárias saltaram de 400 para 1400 pessoas. A festa de arromba estava de vento em popa.

“A gente esperava uma quantidade muito grande de gente. Nos três primeiros meses do ano recebemos romarias do Rio de Janeiro, de Goiânia com mais de 100 pessoas de várias paróquias de lá. Esperávamos o santuário lotado, com muita visita ao memorial dela e tudo que compõe o complexo turístico-religioso. A esperança ainda subiu mais com o Caminho da Fé inaugurado”, diz Márcio Didier, gestor do Complexo Santuário Santa Dulce dos Pobres.

Pois é. Os devotos que esperavam viver esses momentos no Santuário de Santa Dulce dos Pobres vão ter que festejar à distância. Uma ampla programação foi montada para celebrar a santa baiana, mas quase todos os festejos vão ocorrer virtualmente. Presencial mesmo, só uma carreata com peregrinação da imagem de Santa Dulce dos Pobres pelas ruas de Salvador, que vai ocorrer no dia 9 de agosto.

Fonte:Correio