Exportações baianas crescem 4,5% em outubro, impulsionadas por preços de commodities

Setor baiano destaca aumento recorde em vendas para América do Norte e Ásia, apesar de redução no volume exportado.

As exportações da Bahia registraram um crescimento de 4,5% em outubro, atingindo um valor histórico de US$ 1,14 bilhão para o mês, segundo análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan). O desempenho contrasta com o cenário nacional, que registrou uma queda de 0,74% no mesmo período.

Foto: Jean Vagner / Ascom SEI

Esse crescimento foi principalmente impulsionado pelos preços das commodities, que subiram em média 6,5%, compensando a queda de 1,8% no volume embarcado. Produtos como celulose, ouro, minerais, além de derivados de cacau e café, registraram aumento nos preços médios e representaram 31,4% das exportações totais do mês, contribuindo significativamente para o resultado positivo.

O que são commodities

De acordo com o Mundo Educação do UOL, as commodities são mercadorias primárias produzidas em larga escala que fornecem matéria-prima para diferentes setores da sociedade. Seus principais tipos são: agrícola, pecuário, mineral e ambiental. A função delas é prover matérias-primas para a fabricação de diversos produtos industrializados. O Brasil é um grande produtor de commodities, como a carne bovina e o minério de ferro. São exemplos de commodities a soja, o milho, o café, a carne de boi, o minério de ferro, a madeira, entre outros.

Desempenho anual e principais mercados

De janeiro a outubro de 2024, as exportações baianas somaram US$ 8,62 bilhões, um crescimento de 6,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Embora o principal produto de exportação, a soja e seus derivados, tenha enfrentado queda de preços e menor volume embarcado devido ao período de entressafra, os preços médios dos produtos baianos subiram cerca de 7%, compensando essa baixa e mantendo o crescimento.

A China se manteve como o principal destino das exportações baianas, com aumento de 8,7% em relação a outubro de 2023, enquanto as vendas totais para a Ásia subiram apenas 0,38%. Para a América do Norte, a alta foi de 50,7%, impulsionada pelas exportações para os Estados Unidos, que cresceram 39,4%. A China respondeu por 34,1% do total das exportações da Bahia, seguida pelos EUA, com cerca de 10%. Na América do Sul, houve queda de 27,4%, e para a União Europeia, as vendas aumentaram 25,6%, com destaque para a Espanha, que registrou um crescimento de 536,2%.

Crescimento das importações

As importações baianas cresceram 39,6% em outubro, totalizando US$ 955,5 milhões, impulsionadas pela alta demanda de combustíveis, que aumentaram 128,3% no mês. Essa tendência de crescimento nas importações vem sendo observada desde março e se intensificou no segundo semestre, apesar da depreciação do real frente ao dólar.

No acumulado do ano, as importações somam US$ 9,29 bilhões, com um aumento de 24,5%, quase quatro vezes o crescimento das exportações no período. A quantidade importada cresceu 35,6%, enquanto os preços médios caíram 8,2%, indicando que, mesmo com a alta do dólar, parte dos custos foi compensada por uma negociação mais favorável entre importadores e fornecedores.