Presidente de partido na Bahia é libertado após sequestro e tortura; quatro suspeitos são presos

Mesmo com o pagamento do resgate, Ivanilson Gomes sofreu agressões e ameaças de morte durante o cativeiro. Polícia investiga possível envolvimento do Comando Vermelho

Libertado em menos de 24 horas, o presidente estadual do Partido Verde (PV), Ivanilson Gomes, relatou ter sido agredido pelos sequestradores, apesar do pagamento do resgate por sua família. O crime ocorreu na última sexta-feira (14), quando criminosos invadiram a sede do partido, no bairro do Rio Vermelho, por volta das 14h30.

Presidente estadual do Partido Verde (PV), Ivanilson Gomes
Presidente estadual do Partido Verde (PV), Ivanilson Gomes

Imagens de segurança registraram a ação dos sequestradores.  “Ele foi levado para um cativeiro, que ainda não sabemos onde, porque ele estava com o rosto coberto”, explicou um agente. Após o pagamento do resgate, Ivanilson foi libertado no bairro de Dom Avela, por volta das 22h.

“Ele contou que apanhou muito, levou diversos tapas, teve as mãos machucadas e sofreu ameaças de morte. Isso tudo é tortura”, afirmou uma fonte da Polícia Civil que acompanha o caso.

Até o momento, quatro suspeitos foram presos, incluindo Gabriel Luís, secretário da Juventude do PV, que se entregou à polícia. Outro envolvido foi localizado na Ilha de Itaparica, e dois na Ribeira. “Após o pagamento do resgate, foi feito o rastreamento das transferências bancárias e, assim, foi possível chegar aos demais”, detalhou a fonte policial.

A Polícia Civil não descarta a participação da organização criminosa Comando Vermelho.  “Acreditamos que, pelo menos oito pessoas, estão envolvidas, mas algumas já foram identificadas e podem ser presas a qualquer momento”, informou o policial. As imagens internas da sede do PV estão sendo analisadas pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Em nota oficial nesta segunda-feira (17), o PV Bahia agradeceu as mensagens de solidariedade e preocupação com o presidente Ivanilson Gomes e informou que ele está em segurança, junto à família e amigos.

“Nesse momento, com investigações ainda em curso, não haverá entrevistas ou declarações públicas de dirigentes, ou representantes sobre o assunto. Pedimos à imprensa compreensão neste momento de recuperação e retomada e responsabilidade com as informações referentes ao caso, para que as investigações não sejam prejudicadas”, disse o partido na nota.