Fornecedores da Goldwind estudam criar parque fabril de energia renovável na Bahia

Empresas chinesas demonstram interesse em investir no estado; governador Jerônimo Rodrigues articula parcerias em Pequim

Sete fornecedores da Goldwind, maior fabricante mundial de aerogeradores, manifestaram interesse em instalar unidades industriais na Bahia, formando um polo de produção voltado à energia renovável. A intenção foi reforçada durante reunião realizada nesta terça-feira (13) em Pequim, na sede da companhia, com a presença do governador Jerônimo Rodrigues.

WhatsApp Image 2025-05-13 at 11.08.23 (1)
WhatsApp Image 2025-05-13 at 11.08.23
WhatsApp Image 2025-05-13 at 11.08.22

Durante o encontro, os representantes das empresas compartilharam suas experiências e sinalizaram disposição concreta para investir no estado. O governador destacou o potencial da Bahia para abrigar empreendimentos internacionais.

Foi uma reunião muito produtiva. Há um real interesse dessas empresas se instalarem na Bahia e nós vamos agora, junto com o Governo Federal, atuar de todas as formas para que o mais rápido possível elas possam chegar ao nosso estado, gerando emprego, renda e desenvolvimento tecnológico”, afirmou Jerônimo.

A Goldwind, que inaugurou sua fábrica em Camaçari em 2023 — a primeira unidade fora da China —, já estuda triplicar sua capacidade de produção na Bahia. A empresa projeta conquistar entre 25% e 30% do mercado nacional de turbinas eólicas nos próximos anos.

De acordo com Paulo Guimarães, presidente da BahiaInveste, a instalação dos fornecedores próximos à unidade baiana deve baratear custos, aumentar a competitividade e atrair novos investimentos.

“A vinda dessas empresas vai tornar mais atrativos os equipamentos da Goldwind, permitindo que esta aumente sua produção e participação no mercado eólico brasileiro, mas focada também na exportação para as Américas. Além disso, estimulará a Goldwind a fazer novos investimentos na Bahia, a exemplo da produção de hidrogênio verde e de metanol renovável, que a empresa já produz na China”, destacou Guimarães.

Com mais de 6 mil colaboradores ao redor do mundo, a Goldwind foi fundada em 1998 e é referência global no setor de energia eólica. Em 2024, a empresa chinesa registrou uma receita de aproximadamente US$ 7,82 bilhões, com atuação nos segmentos de fabricação e comercialização de turbinas, operação de parques e serviços eólicos.

A presença da companhia na Bahia vem impulsionando o desenvolvimento sustentável e abrindo novas oportunidades econômicas e tecnológicas para o estado.