Lula destaca protagonismo do povo baiano na Independência e defende valorização do 2 de Julho na educação

Presidente relembra figuras históricas como Maria Felipa, Maria Quitéria e Joana Angélica e propõe reconhecimento da data como marco oficial da consolidação da Independência

Durante as comemorações pelos 202 anos da Independência da Bahia, nesta quarta-feira (2), em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exaltou o papel decisivo do povo baiano na consolidação da independência do Brasil. Em entrevista à TV Bahia, o presidente reforçou a importância de valorização das narrativas populares no processo histórico, para além da versão oficial centrada no 7 de setembro de 1822.

Foto: Thuane Maria/GOVBA

“Pela mesma porta que entraram, eles [os portugueses] saíram. E foi a Bahia que fez esse marco. É uma festa que comemora a bravura do povo baiano e, sobretudo, de três mulheres que tiveram muita importância aqui na Bahia”, declarou, citando Maria Felipa de Oliveira, Maria Quitéria e Joana Angélica, ícones da resistência local contra a ocupação portuguesa.

Lula lembrou que, embora o Brasil tenha proclamado a independência em 1822, foi apenas em 2 de julho de 1823, com a expulsão das tropas portuguesas de Salvador, que o processo foi de fato consolidado. O presidente defendeu a produção de conteúdos audiovisuais e materiais didáticos que ajudem a contar “a verdadeira história do país”, com ênfase na participação do povo, sobretudo da Bahia.

Na véspera do evento, o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional uma proposta de projeto de lei para reconhecer o 2 de Julho como o Dia Nacional da Consolidação da Independência. Lula esclareceu que a medida não criará um novo feriado, mas terá como objetivo reforçar o ensino da data nos livros escolares e no currículo educacional do país.