Bahia registra avanço no comércio com mais empresas, empregos e crescimento de receita em 2023

Estado lidera no Nordeste e sobe no ranking nacional, mesmo ainda abaixo do patamar recorde de 2014

O setor comercial da Bahia voltou a crescer em 2023, com aumento no número de empresas ativas, trabalhadores ocupados e receita bruta de revenda. Os dados, divulgados recentemente, mostram que o estado ganhou força dentro da região Nordeste e subiu da 9ª para a 8ª posição no ranking nacional de receita do comércio.

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De acordo com os números mais recentes, o total de unidades comerciais em atividade na Bahia chegou a 92.970, representando um crescimento de 8,9% em relação a 2022, quando haviam 85.364 estabelecimentos. No intervalo de um ano, foram abertas 7.606 novas unidades, com destaque para o varejo, que concentrou 82,1% de todo o setor comercial baiano.

Estado também gerou mais empregos no setor

Com a expansão do número de empresas, houve também um aumento significativo na geração de empregos. Em 2023, a Bahia contava com 500.835 trabalhadores atuando no comércio, frente a 471.606 em 2022 — um acréscimo de 29.229 postos de trabalho, o que corresponde a um crescimento de 6,2%.

O resultado colocou a Bahia entre os cinco estados que mais geraram empregos no comércio brasileiro em números absolutos no período. Em termos percentuais, o estado registrou o 8º maior crescimento nacional na ocupação do setor.

Receita do comércio baiano cresce pelo quarto ano seguido

Outro dado positivo foi o avanço da receita bruta de revenda, que cresceu 11,1%, saltando de R$ 279,1 bilhões em 2022 para R$ 310 bilhões em 2023. O crescimento nominal fez a Bahia ultrapassar Goiás e conquistar o 8º lugar entre os estados com maior volume de receita do setor comercial no país. No cenário nacional, a média de crescimento da receita bruta foi de 7,3%.

O comércio varejista foi responsável pela maior parte dessa alta, com um aumento de R$ 14,2 bilhões em receita (+10,8%), seguido pelo atacado, que somou R$ 13,9 bilhões em crescimento (+11,1%). Já o setor de veículos, peças e motocicletas teve uma elevação de 12,2%, totalizando R$ 26,3 bilhões em receita no último ano.

Varejo impulsiona crescimento em unidades e empregos

Entre as três principais divisões do comércio (varejo, atacado e veículos), o varejo liderou o crescimento. O número de estabelecimentos varejistas saltou de 68.657 para 76.306, um aumento de 11,1%, equivalente a 7.649 novas unidades em um ano.

O varejo também concentrou o maior número de empregos, com 383.817 trabalhadores em 2023, ou seja, 76,6% do total do setor no estado. Apesar da redução no número de empresas atacadistas (-4,2%), esse segmento apresentou o maior crescimento percentual de mão de obra: +13,1%, somando 77.177 trabalhadores. Já o comércio de veículos cresceu de forma mais modesta, com apenas 244 novos empregos (+0,6%).

Bahia segue como destaque regional, mas ainda abaixo do recorde de 2014

Embora tenha registrado crescimento expressivo, o setor comercial da Bahia ainda está 9,1% abaixo do recorde histórico de 2014, quando o estado contava com 102.255 estabelecimentos comerciais. Ainda assim, em 2023 a Bahia manteve a liderança no Nordeste e ampliou sua participação na receita bruta de revenda da região, passando de 27,2% para 27,5% em dez anos.

Por outro lado, o estado perdeu participação regional no número de empresas (de 31,1% para 28,7%) e na população ocupada no setor (de 27,4% para 27,0%) entre 2014 e 2023.

Mesmo com esses recuos, os avanços recentes colocam a Bahia em posição estratégica para continuar liderando o crescimento do comércio no Nordeste e recuperando espaço no cenário nacional.