Mais de 130 agências bancárias encerraram atividades na Bahia nos últimos cinco anos, forçando clientes a percorrer até 50 quilômetros para realizar saques e outros serviços presenciais. O impacto no emprego também é significativo: apenas o Bradesco demitiu 2.466 funcionários no Brasil entre janeiro e julho deste ano, uma média de 11,74 desligamentos por dia, segundo levantamento de 11 entidades sindicais de diferentes estados.

Na Bahia e em Sergipe, dados da Federação dos Bancários apontam 176 demissões no mesmo período. A categoria organiza um ato nacional contra os cortes e fechamentos para a próxima terça-feira (12). “Os dados foram colhidos recentemente e apresentados em uma reunião no dia 24 de julho. Iremos fazer, na próxima terça-feira, um dia de luta em protesto aos fechamentos de agências e demissões”, afirmou Ronaldo Ornelas, diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia.
Protestos semelhantes já ocorreram no estado. Em 8 de julho, manifestantes se reuniram em frente à agência do Itaú no bairro do Imbuí, em Salvador, após o anúncio do fechamento de três unidades na capital. Segundo sindicalistas, embora os bancos prometam realocar funcionários, o acúmulo de pessoal em poucas agências acaba intensificando as demissões.
As instituições justificam o fechamento de unidades pela redução na procura por serviços presenciais. Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostram que, em 2023, sete em cada dez transações foram realizadas por celular. O Pix foi o meio de pagamento mais utilizado no país, somando 63,8 bilhões de operações em 2024.


