Jaques Wagner nega “racha” na base e diz que ninguém está sendo rifado: “três candidatos para duas vagas”

Senador minimizou tensão interna e afirmou que a base de Jerônimo encontrará uma solução para acomodar as candidaturas majoritárias de 2026.

O senador Jaques Wagner (PT) negou que exista crise na base aliada do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e afirmou que “ninguém está sendo rifado” no processo de definição da chapa majoritária para as eleições de 2026. A declaração foi dada durante a Lavagem do Bonfim, em Salvador, após questionamentos sobre o senador Ângelo Coronel (PSD), que tem manifestado desconforto com a condução da disputa interna e tem sido cobiçado pela oposição.

“A gente tem um problema: três candidatos para duas vagas. E nós estamos fazendo um esforço, todo mundo, todos os partidos, toda a liderança, para encontrar uma equação que dê conforto a todos os partidos. E eu continuo afirmando que nós não vamos rachar, como alguns apostam,” disse Wagner.

O petista rebateu a declaração do secretário Cacá Leão, que mais cedo afirmou que Coronel estaria sendo “rifado” pela base e convidou o senador para o grupo liderado por ACM Neto. Wagner, porém, negou a leitura: “Ninguém está sendo rifado. Ninguém está expulsando o Coronel. Nós estamos buscando uma forma para encontrar um equilíbrio para que as pessoas se sintam atendidas.”

O senador também fez uma analogia sobre o processo de acomodação interna. “Eu tenho brincado: sabe aquele jogo da cadeira? Que botam as cadeiras e todo mundo fica rodando em volta? Quando para de tocar música, todo mundo tem que sentar. Sempre tem menos uma cadeira. Então são três correndo e duas cadeiras. Vai ter uma hora que dois vão ter que sentar na mesma cadeira. A gente vai dar um jeito,” afirmou.

Questionado sobre o depoimento de Guga Lima, empresário ligado à Forcaro, Wagner negou preocupação no PT. “Não vejo por que. A nossa relação não era nem nunca foi com o Forcaro. Foi com o empresário baiano que comprou a Cesta do Povo e tirou um pepino do colo do governo. As relações do Forcaro não passam pela Bahia,” declarou.

Wagner afirmou que o grupo político que governa a Bahia desde 2007 não deve se fragmentar. Segundo ele, o bloco tem histórico de agregar partidos e dar espaço, ao contrário do que atribuiu à oposição. “Eu não vejo disposição das pessoas racharem. Temos dificuldade? Temos. Mas temos maturidade, amizade e compromisso com o projeto. Vamos encontrar uma saída,” concluiu.