Justiça nega pedido da esposa de Binho Galinha para participar de audiência sem uniforme prisional

Defesa alegou dignidade da pessoa humana e presunção de inocência, mas solicitação foi indeferida pelo TJ-BA.

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O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) negou o pedido da defesa de Mayana Cerqueira da Silva, esposa do deputado estadual Binho Galinha (PRD), para que ela participasse de uma Audiência de Instrução e Julgamento sem o uso do uniforme prisional. A audiência foi agendada para esta quinta-feira (29).

Conforme consta na decisão, a defesa solicitou autorização judicial para que a ré comparecesse ao ato vestindo roupas civis, em substituição ao uniforme do sistema prisional, sob o argumento de preservação da dignidade da pessoa humana e do princípio da presunção de inocência.

No entanto, a juíza Márcia Simões Costa indeferiu o pedido, ao afirmar que não há justificativa jurídica para a concessão. Segundo a magistrada, a regra prevê o uso do uniforme prisional por detentos durante Audiências de Instrução e Julgamento.

“Tal procedimento visa à preservação da segurança, à organização dos atos judiciais e à observância do princípio da isonomia, não se mostrando razoável conferir tratamento diferenciado à acusada sem a demonstração de circunstância excepcional, o que não se verifica no caso concreto”, destacou a juíza na decisão, datada desta quarta-feira (28).

O processo no qual a audiência está inserida tramita como Crimes do Sistema Nacional de Armas. Além de Binho Galinha e de Mayana Cerqueira da Silva, também figuram como réus Roque Carvalho e Jackson Macedo Araújo Júnior, ambos policiais militares, e Thiere Figueiredo Silva.