Instituto Butantan busca voluntários na Bahia para testes de nova vacina contra gripe em idosos

Pesquisa da fase final do imunizante procura pessoas com 60 anos ou mais em Salvador para avaliar a eficácia de uma vacina desenvolvida para ampliar a proteção contra a gripe.

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O Instituto Butantan está recrutando voluntários na Bahia para a fase final dos testes clínicos de uma nova vacina contra a gripe destinada à população idosa. O estudo prevê a participação de 7.200 pessoas com 60 anos ou mais em todo o país, mas ainda precisa preencher 735 vagas.

Na Bahia, as inscrições são realizadas na Associação Obras Sociais Irmã Dulce, em Salvador. Além do estado, a pesquisa conta com centros de recrutamento em São Paulo, Sergipe, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.

O imunizante em desenvolvimento utiliza um adjuvante, substância capaz de intensificar a resposta do sistema imunológico. A estratégia busca aumentar a proteção contra a influenza em idosos, faixa etária considerada mais suscetível a complicações e mortes causadas pela doença.

Podem participar homens e mulheres com 60 anos ou mais que estejam saudáveis ou apresentem doenças controladas. Não serão aceitas pessoas com imunodeficiência, enfermidades não estabilizadas ou que tenham recebido a vacina contra a gripe nos últimos 180 dias.

A primeira fase da pesquisa teve início em janeiro deste ano, com a participação de 300 voluntários. Segundo o Instituto Butantan, os resultados demonstraram a segurança do imunizante, permitindo o avanço para a etapa atual.

Nesta fase, os participantes serão divididos em dois grupos: metade receberá a nova vacina desenvolvida pelo Butantan e a outra metade será imunizada com a vacina contra a gripe disponível atualmente na rede privada. Durante seis meses, os pesquisadores acompanharão os voluntários para comparar a resposta imunológica entre os dois grupos.

Dados do Boletim InfoGripe mostram que, em 2025, o Brasil registrou cerca de 232 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e mais de 13 mil mortes. Quase metade dos óbitos foi associada ao vírus influenza A, com maior impacto entre idosos acima de 65 anos e crianças menores de dois anos.