
A família da aposentada gonçalense Telma Regina Sobral, de 58 anos, que morreu após sofrer um enfarte no último domingo, vai processar o plano de assistência funeral Rio Pax. O que era para ser o momento de despedida da família acabou se tornando uma cena constrangedora, quando os próprios familiares e amigos se viram obrigados a abrir uma cova para enterrar o corpo.
De acordo com o gerente comercial Francisco Rogério Sobral da Silva, de 36, a mãe era obesa e precisava de uma cova especial, mas a funerária deu a informação errada sobre o tamanho da sepultura à administração do Cemitério municipal de Ipiiba, em Santa Isabel. Segundo ele, a falha so foi percebida na hora do enterro, na terça-feira.
— Nós vamos processá-los porque não fizeram nada para tentar nos ajudar a resolver a situação — conta Francisco: — Minha mãe já pagava pelo plano funeral há 9 anos. Não era um valor muito alto, coisa de R$ 25, mas mesmo assim tínhamos a segurança de que no pior momento de nossas vidas, teríamos uma empresa para nos ajudar.
Ainda segundo o filho da aposentada, depois de tentar vagas em outros cemitérios, a funerária informou que só teria condições de enterrar a mãe dele em Ipiiba.
— Não era nosso desejo. Queríamos que ela fosse sepultada no Cemitério de São Miguel, mas como falaram que lá o corpo dela não caberia dentro de uma gaveta, aceitamos a outra opção que nos ofereceram. Mas na hora do enterro, nossa paciência se esgotou. Primeiro, falaram que o corpo chegaria ao cemitério às 10h, mas só chegou às 11h30m. O enterro estava marcado para o meio-dia, mas só foi feito às 14h — diz Francisco.




