Ministra do TSE manda remover site que associa Bolsonaro ao nazismo

Foto: Nelson Jr./SCO/STF
Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Nesta segunda-feira (19), a ministra Cármen Lúcia, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada do site, que reúne postagens críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e que chegou a usar domínio utilizado pela família dele na internet.

A ministra atendeu pedido da campanha de Bolsonaro. Cármen Lúcia considerou que houve propaganda eleitoral negativa, o que é proibido pela legislação eleitoral.

“A ocorrência de divulgação de informações falsas pelos novos meios de propaganda eleitoral, não poucas vezes se alimentam da ferocidade destrutiva das mentiras novas e agressivas, amplamente nomeadas como fake news”, disse a ministra.

A página www.bolsonaro.com.br associa Bolsonaro ao ditador nazista Adolf Hitler. Também constam ilustrações em que a figura do presidente beija o líder russo Vladimir Putin ou é conduzida como um cão pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump. Além disso, há expressões como “tchutchuca do centão”.

Segundo a ministra, mentiras, divulgações inverídicas e caluniosas, difamatórias ou injuriosas são tidas, desde o século passado, no direito brasileiro, como ilícitos penais.