
Neste sábado (15), a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, determinou que a campanha do presidente Bolsonaro (PL) suspenda, no horário eleitoral gratuito, a veiculação de uma propaganda que resgata declarações do ex-presidente Lula (PT) sobre o aborto.
“As publicações não são críticas políticas ou legítima manifestação de pensamento”, sustentou Cármen. “O que se tem é a veiculação de desinformação, mensagem distorcida e ofensiva à honra e à imagem de candidato à Presidência da República, o que pode conduzir à repercussão ou interferência negativa no pleito.”
Os trechos nos quais aparecem as declarações de Lula foram tirados das filmagens de um evento promovido em abril pela Fundação Perseu Abramo (FPA) e pela Fundação Friedrich Ebert (FES). Na ocasião, o ex-presidente defendeu a legalização do aborto. Segundo Lula, o tema deveria ser tratado como “questão de saúde pública”. As informações são do Revista Oeste.
“As mulheres pobres não fazem porque é proibido. Quando, na verdade, deveria ser transformado em uma questão de saúde pública. Todos deveriam ter o direito de fazer o aborto e não ter vergonha. Não quero ter filho, vou cuidar de não ter filho.”
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