A Polícia Federal deflagrou a Operação Contragolpe na terça-feira (19) resultando na prisão de Mario Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Bolsonaro. A operação investiga um plano de golpe de Estado que visava o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

De acordo com o Infomoney, junto com Fernandes, foram presos o policial federal Wladimir Matos Soares e quatro militares das forças especiais do Exército, conhecidos como “kids pretos”.
Mario Fernandes, general de brigada do Exército, ocupava a segunda posição na hierarquia da Secretaria-Geral da Presidência, sob o comando de Luiz Eduardo Ramos, também general do Exército e próximo ao então presidente Jair Bolsonaro. A Polícia Federal encontrou documentos detalhados do plano de execução das autoridades nas mãos de Fernandes, conforme fontes próximas à investigação.
Ainda segundo informações divulgadas, a operação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, tem como foco a tentativa de golpe após as eleições de 2022, incluindo planos de assassinato de figuras-chave do governo e uma série de ações antidemocráticas.



