Alvos de ataque em show de Lady Gaga eram público LGBTQIA+ e crianças, diz polícia

A Polícia Civil do Rio de Janeiro impediu um atentado a bomba que seria realizado durante o show da cantora Lady Gaga, na noite de sábado (3), em Copacabana. A apresentação gratuita, que reuniu aproximadamente 2,1 milhões de pessoas na orla carioca, estava na mira de um grupo extremista que, segundo as investigações, planejava atacar crianças, adolescentes e pessoas LGBTQIA+.

Foto: (Kevin Mazur/WireImage/Getty Images)

“As instituições realizaram uma ação conjunta contra um grupo que disseminava discurso de ódio e preparava um plano, principalmente contra crianças, adolescentes e o público LGBTQIA+”, declarou a Polícia Civil, que conduziu a operação em sigilo para evitar pânico entre o público.

A operação, batizada de Fake Monster, revelou que os suspeitos estavam recrutando novos integrantes para executar ataques com explosivos improvisados e coquetéis molotov. A articulação criminosa ocorria por meio de plataformas digitais, onde o grupo divulgava discursos de ódio e incitava à violência.

Um homem apontado como líder foi preso em flagrante no Rio Grande do Sul por porte ilegal de arma de fogo. Já no Rio de Janeiro, um adolescente foi apreendido por armazenar material de pornografia infantil.

De acordo com a Polícia Civil, os envolvidos tratavam o ataque como um “desafio coletivo” com o objetivo de ganhar visibilidade nas redes sociais. A operação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

“A operação foi deflagrada para neutralizar as condutas digitais que vinham sendo articuladas, com potencial risco ao público do evento, sem que houvesse qualquer impacto para os frequentadores”, informou a Polícia Civil carioca.

Em Macaé (RJ), um dos investigados foi localizado enquanto fazia ameaças de “matar uma criança ao vivo”. Ele deve ser indiciado por terrorismo e incitação ao crime.