Vídeo de delegado cumprimentando cachorro durante condução de preso viraliza nas redes sociais

Registro mostra momento de interação com cadela em frente a hospital e repercute na internet.

Foto: Reprodução / Aprimorada pelo Blog do Valente

Um vídeo que mostra um delegado da Polícia Civil cumprimentando um cachorro durante a condução de um preso repercutiu nas redes sociais. “Ninguém resiste a um doguinho pedindo carinho. Durante a condução de um preso, o delegado Amir Salmen parou para cumprimentar a Dalila, cachorrinha comunitária que vive por lá”, escreveu o Governo do Paraná, que publicou a gravação nas redes sociais.

No vídeo, os policiais conduzem um homem algemado para dentro de um hospital. Na entrada, uma cadela se aproxima e o delegado se abaixa para acariciá-la. Em seguida, ele se levanta e orienta o preso a continuar o deslocamento.

“Ela foi muito simpática quando nós chegamos lá. Ela olhou com aquele olharzinho de cachorrinho comunitário que sempre quer um carinho. Eu me aproximei com cuidado, vendo a reação do animal, porque muitas vezes ele pode atacar a gente, né? Mas aí eu vi que ela já começou a abanar o rabinho e tal”, detalha o delegado.

A cachorrinha Dalila, que aparece no vídeo, é um cão comunitário que vive próximo à unidade de saúde. No dia da gravação, ela estava com adesivos e usando coleira.

“Foi um gesto espontâneo. Eu tenho um carinho muito grande pelos animais”, conta o delegado, que afirma não ter esperado a repercussão do vídeo.

Salmen, delegado há 23 anos, atua atualmente na Delegacia de Proteção aos Animais. A unidade atende 22 municípios, com atuação voltada a ações integradas na área.

“Eu visitei quase todos os municípios para entender como está a situação da causa animal e das políticas públicas voltadas à causa animal. Para surpresa minha, praticamente em todos os municípios é praticamente zero”, detalha.

Após esse levantamento, o delegado afirma que desenvolve ações de conscientização com prefeitos, vereadores, moradores e ONG’s das cidades atendidas, com foco na responsabilidade sobre o cuidado com os animais.

“A cultura brasileira ainda trata o animal como objeto. Então, a gente está trabalhando para que as pessoas entendam que os animais são seres sencientes, que sentem frio, sentem dor, sentem fome, que precisam de uma atenção, precisam ser levados para veterinários, etc. A gente está trabalhando nesse sentido”, defende.

Salmen, tutor de três gatos e um cachorro, também utiliza a repercussão do caso para orientar sobre a responsabilidade dos tutores.

“Pense que esse animal está sob o seu cuidado, ele depende exclusivamente do tutor. Ele não tem o livre-arbítrio para sair, procurar ração, água, medicamento. As pessoas têm que entender isso: que o animal necessita de cuidado e necessita de carinho”, destaca.

Com informações do G1