
Nos quatro primeiros meses deste ano, três pessoas morreram após passar mal enquanto utilizavam o sistema ferry boat. Em janeiro, uma idosa se sentiu mal ao desembarcar no terminal de São Joaquim, em Salvador. Em março, outra idosa morreu a bordo de uma embarcação que fazia a travessia de Ilha de Itaparica para a capital.
O caso mais recente ocorreu com uma passageira que estava a bordo do ferry Ana Nery, na última sexta-feira (26). Ela teria passado mal pouco depois da viagem ter sido iniciada e recebeu os primeiros socorros ainda dentro do barco, por parte de dois passageiros que eram médicos.
Procurada pela reportagem, a Internacional Travessias, administradora do sistema marítimo, informou que segue as regras de atendimento em acordo às normas determinadas pela agência classificadora e pela Capitania dos Portos.
“As normativas marítimas preveem a necessidade de que as tripulações sejam treinadas para prestar os primeiros-socorros, o que é seguido rigorosamente pela ITS. O treinamento teórico e prático é realizado, anualmente, por profissionais habilitados pela Marinha do Brasil. Além disso, sempre que há alguma ocorrência nos terminais ou nas embarcações, o SAMU é acionado para prestar atendimento médico no momento do desembarque”, explicou em nota.
Equipamentos que poderiam ser úteis em casos urgentes, como desfibrilador, não são utilizados, nem determinados como obrigatórios pelas entidades de fiscalização.
*Bahia.Ba




