Jovem estuprada em série de crimes na Ilha de Itaparica relata medo: ‘Minha vida acabou’

Três homens invadem uma residência, matam um homem e estupram uma mulher na comunidade da Gameleira, em Vera Cruz, na Ilha de Itaparica. Segundo o G1, na última sexta-feira (17), por volta das 04h, os criminosos arrombaram uma casa na Rua Direta da Gameleira, no Parque das Mangueiras se passando por policiais. Uma das vítimas de estupro relatou medo de retornar para casa, “Eu não quero mais voltar para Ilha. Minha vida acabou. Depois, eles arrombaram outras casas também. Foram umas cinco casas”, disse a jovem. Ela relatou que estava dormindo na sala da casa onde ela morava e os bandidos chegaram se passando por policiais à procura de um traficante. Ainda de acordo com ela, eles arrombaram o portão enquanto elas estavam dormindo após chegar de uma festa. O namorado dela identificado como Adriano dos Santos, 24 anos, foi retirado de dentro de casa e, mesmo pedindo para não ser morto, foi baleado pelos criminosos. “Tiraram Adriano de casa e colocaram na rua. Ele trabalhava como mototaxista. Ele era bem conhecido na Ilha. Um menino bom e trabalhador. Motivo para o crime não teve nenhum. Eles mataram porque eles quiseram. Ele [Adriano] pediu tanto, chorou tanto, pediu tanto para não morrer. Eles estavam atrás de um outro rapaz. Eles chegaram procurando por um outro homem. Começaram a mexer dentro de casa, roubaram tudo, mexeram em tudo”, pontuou.

A mãe da jovem estuprada disse que presenciou o abuso que a filha sofreu.

“Eles pegaram meu celular e o de minha filha. Tomaram água da minha geladeira. Eu peguei, me sentei, e disse que estava passando mal. Quando olhei, ele tinha levado minha caçula para o quarto. Eu vi eles fazendo sinal obsceno nela. Muita coisa. E mandaram eu descer da parte de cima da casa. Eu peguei desci e eles ficaram abusando de minha filha. Um atrás do outro. Um subia e o outro descia. Minha filha foi abusada por mais de três”, afirmou.
Para ela, a família foi confundida com outras pessoas, já que a filha tem o mesmo nome de uma outra mulher.

“Eles falaram assim: levanta, levanta, é polícia. Falaram que a pessoa [que eles estavam procurando] morava perto da casa de minha filha. Como tem duas, eles vieram aqui. E, quando chegaram na casa de minha filha, eles perguntavam pelo dinheiro”, pontuou.
Antes de entrar na casa da família, a mãe da jovem estuprada contou ainda que os criminosos abordaram outras famílias, quando conseguiram estuprar uma outra garota.

“Eles vieram fazendo arrastão desde outras casas. Só não mataram um rapaz lá porque uma mulher se jogou em cima. Mas eles abusaram dessa menina também. Teve outra menina também que eles tiraram a roupa”, acrescentou.

O caso é investigado pela Polícia Civil.