Rio transborda durante chuvas, alaga ruas, e deixa cerca de mil pessoas desabrigadas em Cardeal da Silva

Ao menos 1 mil pessoas estão desabrigadas em Cardeal da Silva, cidade da região nordeste da Bahia, após o Rio Inhambupe transbordar e inundar várias ruas, na madrugada desta quinta-feira (21). A informação foi confirmada pela prefeitura do município e também por Paulo Sérgio Luz, da Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec).

Segundo Paulo, a chuva começou na cidade há, pelo menos, dois dias, mas foi mais intensa entre a noite de quarta-feira (20) e esta quinta. Ainda não há informações sobre a quantidade de chuva em milímetros que atingiu a cidade. A Defesa Civil só conseguirá contabilizar o dado quando a chuva passar.

Até por volta das 12h15, chovia na cidade. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o dia será de pancadas de chuva a qualquer momento.

Segundo a Sudec, todas as pessoas foram abrigadas em uma escola da cidade. A previsão é que uma equipe do estado chegue na cidade ainda nesta quinta.

“A nossa equipe da Defesa Civil já deve chegar em Cardeal da Silva. Vamos enviar cestas de alimentos, colchões, máscaras, álcool em gel, para as famílias que estão desalojadas nas escolas”, disse Paulo Sérgio.

Além disso, a vigilância epidemiológica levará hipoclorito de sódio para a desinfecção das casas, com objetivo de proteger as pessoas por causa da pandemia da Covid-19.

“A vigilância epidemiológica está mandando hipoclorito para desinfecção das casas, assim que o rio baixar, para que as famílias retornem o mais rápido possível para suas casas. Claro, as que não oferecem risco de desabamento”, afirmou o superintendente.

Segundo Mariane Mercuri, prefeita da cidade, a última enchente ocorreu há 16 anos.

“A última enchente no município foi em janeiro de 2004 após um rompimento de uma barragem. Nessa proporção, tem muitos anos que aconteceu na cidade. Ainda está chovendo. Está chovendo mais nas cabeceiras, que influencia mais na inundação da cidade. Estamos fazendo o suporte das famílias nas escolas”, contou.

*G1




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