Antes do julgamento, às 7h, ativistas de movimentos sociais promoverão um ato público em frente ao fórum, exigindo justiça para Elitânia e outras vítimas de violência e feminicídio.
Elitânia de Souza da Hora, estudante do 7º período de Serviço Social, foi assassinada a tiros em 27 de novembro de 2019, por Alexandre Góes. O crime ocorreu enquanto ela caminhava para casa após as aulas na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Alexandre, inconformado com o término do relacionamento, abordou Elitânia enquanto ela estava acompanhada de uma amiga.
Agressão e ameaça de morte
Elitânia havia relatado agressões e ameaças por parte de Alexandre a pessoas próximas, registrado duas queixas contra ele e obtido uma medida protetiva concedida pela Justiça para impedir a aproximação do agressor. Alexandre será julgado por homicídio duplamente qualificado, incluindo feminicídio e emboscada. As advogadas Maria Leticia Ferreira e Rosane Muniz, da organização Tamo Juntas, responsável pela assistência de acusação, esperam que Alexandre seja condenado com todas as qualificadoras.
A expectativa das advogadas Maria Leticia Ferreira e Rosane Muniz, da Tamo Juntas – Assessoria Multidisciplinar Gratuita para Mulheres, organização responsável pela assistência de acusação do caso junto ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), é que Alexandre seja condenado com todas as qualificadoras.