
O presidente da Câmara Municipal de Amargosa, vereador Renato da Catiara (PT), apontou as qualidades e os defeitos de aliados políticos e de nomes da oposição durante entrevista ao Blog do Valente, na noite desta quarta-feira (16). Ele comentou sobre o governador Jerônimo Rodrigues, o ex-governador Rui Costa, o senador Jaques Wagner, o senador Ângelo Coronel, o ex-ministro João Roma e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto.
Renato da Catiara participou da entrevista ping-pong, formato jornalístico marcado por perguntas e respostas curtas conduzidas pelo jornalista Leonardo Valente. Durante a conversa, o vereador respondeu de forma objetiva ao destacar pontos positivos e negativos de cada um dos nomes citados.
Sobre o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), o vereador elogiou a proximidade dele com a população e afirmou que o gestor deveria ser mais direto durante os discursos.
“Jerônimo é do povo. É um governador e um político do povo, do ‘povão’, que representa principalmente as pessoas da periferia. Avaliando o Jerônimo, acho que, no discurso, ele fala demais. Demora demais no discurso e, muitas vezes, cansa. Ele precisa ser mais direto, mais objetivo.”, disse Renato.
Ao falar sobre o ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), Renato da Catiara afirmou que considera Rui uma pessoa fechada, mas destacou a competência dele.
“Rui: um defeito, é fechado. Acho ele muito fechado. Porém, a qualidade que admiro nele é que é muito competente e cirúrgico no que faz.”, disse o vereador.
Sobre o senador e pré-candidato à reeleição Jaques Wagner (PT), Renato da Catiara afirmou que o petista representa a ideologia do partido. Como ponto negativo, disse que Wagner precisa abrir mais espaço para outras pessoas.
“Jaques Wagner, acho ele muito político no sentido de que, de fato, representa a política e a ideologia do PT. Vejo isso como uma ideologia e um ponto positivo. E um ponto negativo: muitas vezes, a gente precisa descer do ego. Acho que precisamos entender que existem outras pessoas que também podem carregar o bastão e fazer o trabalho com excelência, tanto quanto ele fez.”, afirmou.
Durante a entrevista, o vereador também fez elogios e críticas aos adversários políticos do PT na Bahia. Sobre o senador e pré-candidato à reeleição Ângelo Coronel (União Brasil), Renato da Catiara afirmou que ele representa um discurso da velha política, mas destacou que o senador tem uma imagem sem envolvimento em escândalos.
“Trazendo uma crítica na questão negativa: acho que já é um político cansado, que vem com o discurso de uma velha política. Acho que estamos em um outro patamar de política, em um outro momento. Acho que ele já está um pouco cansado e não conseguiu compreender o avanço que a política hoje exige de cada um de nós. Enquanto ponto positivo, acho que é um homem que você não vê envolvido em escândalos polêmicos, tem uma imagem limpa.”, disse.
Ao comentar sobre o ex-ministro da Cidadania e presidente do PL na Bahia, João Roma, o vereador afirmou que ele prioriza críticas em vez de apresentar soluções. Como qualidade, destacou o conhecimento técnico do político.
“Acho que o ponto negativo do João é que ele foca muito em criticar, julgar, apontar defeitos, mas não apresenta soluções ou possibilidades. Então, acho que o João fica muito no ‘disse me disse’, no apontar de dedos. Com relação à parte positiva, acho que ele é muito técnico, ele compreende essa parte da política do ponto de vista técnico”, apontou.
Sobre ACM Neto (União Brasil), Renato da Catiara afirmou que o ex-prefeito de Salvador precisa construir uma identidade própria, desvinculada da imagem do avô. Como ponto positivo, destacou a capacidade de gestão.
“Acho que o ACM Neto precisa desvincular a figura dele da imagem do avô. Ele não construiu uma imagem própria, do ‘Neto’ sem o avô. A imagem do avô ainda vem muito forte atrás dele. Acho que ele precisava construir o próprio caminho, andar com as próprias pernas. Com relação à parte positiva, acho que o Neto é um bom gestor no sentido de compreender a máquina pública, aquela questão técnica. Ele sabe onde investir os recursos e tudo mais. Mas trago do Neto essas duas questões: o peso do avô, que ainda é muito forte e do qual ele não conseguiu construir uma identidade separada; e o lado positivo de ser um gestor que sabe administrar a questão pública e gerir o dinheiro”, declarou.
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