Com pouco mais de 7.800 habitantes, o município de Elísio Medrado, no Recôncavo da Bahia, carrega um nome em homenagem ao médico e político local Elísio Pereira de Medrado. No entanto, antes de se tornar cidade, a localidade era conhecida como Paraíso — nome dado ao povoado que se formou no início do século XX, em uma área de planalto central entre serras e mata atlântica.

A origem do município está ligada a um dos pontos de parada de tropeiros que cruzavam o sul e o norte da região, facilitando o comércio e a circulação de pessoas. Foi nesse cenário que o senhor Vitorino Peixoto construiu, por volta de 1906, a primeira casa do que viria a se tornar o centro urbano de Elísio Medrado. O lugar logo passou a abrigar feiras, pequenos comércios e se desenvolveu como o principal núcleo populacional da região.
Antes disso, outras comunidades já existiam no território atual da cidade, como Monte Cruzeiro, antiga Jibóia, e São Francisco do Cajueiro, hoje chamado de Souza Peixoto. Essas localidades tiveram destaque em períodos anteriores, chegando até a sediar município, mas acabaram perdendo protagonismo com o crescimento do povoado Paraíso.
Com o passar dos anos, o povoado foi crescendo, atraindo moradores e comerciantes. Em 1929, o local já possuía cerca de 30 casas e uma feira consolidada, embora os preços altos tenham rendido o apelido inusitado de “Raspa Bolso”. Segundo relatos históricos, havia poucas opções de comércio, e muitos produtos vinham de Salvador por meio da estação ferroviária mais próxima, localizada no Cajueiro.
A emancipação política aconteceu em 20 de julho de 1962, quando o povoado de Paraíso foi elevado à categoria de município, desvinculando-se de Santa Terezinha. A nova cidade passou a se chamar Elísio Medrado, mantendo ainda hoje traços de sua origem rural e o apelido carinhoso de “Cidade do Paraíso”.


