O CEO da concessionária responsável pela construção da Ponte Salvador–Itaparica, Cláudio Villas Boas, afirmou nesta quarta-feira (6), em entrevista ao Jornal A TARDE, que moradores das comunidades da ilha e regiões vizinhas terão prioridade na contratação para as obras. A previsão é de que cerca de sete mil empregos diretos sejam gerados durante a execução do projeto.

Segundo Villas Boas, a empresa trabalha em parceria com o município, o Governo do Estado e o Senai para capacitar a população local, oferecendo formação de mão de obra qualificada para atuar nos três polos do canteiro de obras: Salvador, Vera Cruz (Ilha de Itaparica) e São Roque do Paraguaçu.
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“Sem dúvida alguma, boa parte da mão de obra será local. Temos programas de formação sendo planejados junto com o município, o Estado e o Senai”, destacou o executivo.
Firmado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) entre o Governo da Bahia e um consórcio chinês, o contrato tem duração de 35 anos, com previsão de inauguração da ponte em 2031. A concessionária terá direito de operar o pedágio e explorar receitas até 2060.
Um dos pontos mais aguardados pelo público é o valor da tarifa de pedágio, estimado em cerca de R$ 50 para veículos de pequeno porte — valor que já inclui todos os passageiros. Para moradores e usuários frequentes, será criada a “tarifa do usuário frequente”, em que o retorno feito em até 24 horas terá desconto de 90%.
Além de reduzir o tempo de travessia para apenas 10 minutos, o empreendimento promete modernizar a mobilidade entre Salvador e a Ilha de Itaparica, além de impulsionar o desenvolvimento econômico regional.




