
E se as atuais balsas que fazem a travessia Salvador-Itaparica fossem trocadas por ferries híbridos, movidos a combustível convencional e energia solar? Essa é a proposta do Coletivo Ativista, que protocolou na Ouvidoria-Geral do Estado um pedido para implantação de embarcações sustentáveis na Baía de Todos-os-Santos.
De acordo com o movimento, os novos ferries fariam a travessia em apenas 20 minutos, com maior regularidade, menor custo de manutenção e impacto ambiental reduzido. O uso de placas fotovoltaicas diminuiria a emissão de gases de efeito estufa e a dependência de combustíveis fósseis, alinhando a Bahia à Agenda 2030 da ONU e ao Acordo de Paris.
A tecnologia já é utilizada em países como Noruega, Dinamarca e Japão, onde embarcações híbridas garantem eficiência, economia e segurança. Para o grupo, além de viável, a alternativa evita riscos sísmicos e geotécnicos que cercam a ponte Salvador-Itaparica, planejada sobre rochas frágeis em região que já registrou tremores de até 3 graus na escala Richter, segundo o Laboratório Sismológico da UFRN.
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Ao Ilha Notícias, o Coletivo Ativista defendeu que a aquisição dos ferries sustentáveis teria custo muito inferior ao da ponte, com prazo de entrega mais curto e possibilidade de ampliar a frota. Segundo o movimento, a medida atacaria gargalos históricos do sistema, como atrasos, superlotação e poluição, sem destruir ecossistemas costeiros, afetar comunidades tradicionais ou expor vidas a riscos estruturais.





