Vereadores se reúnem com Agerba em Salvador, e órgão anuncia retorno parcial das lanchas e reforma da ponte em Mar Grande

Órgão garante operação reduzida do transporte marítimo e promete relatório técnico até 5 de setembro

Após a polêmica decisão da Agerba de interditar o terminal de Mar Grande, vereadores de Vera Cruz se reuniram nesta terça-feira (20) com a direção do órgão, em Salvador, em busca de soluções para garantir a continuidade do transporte marítimo.

O encontro contou com a presença dos vereadores João Paulo e Fernando Niraldo, este último acompanhado do deputado estadual Jurailton Santos. Eles foram recebidos por Eurico Bonfim Isaac, diretor-geral do departamento de qualidade de serviço da Agerba, que assegurou a manutenção das viagens em caráter reduzido.

Segundo o órgão, as lanchas irão operar de meia em meia hora nos horários de pico e de hora em hora nos intervalos, enquanto são iniciados os preparativos para as obras no terminal. O diretor também garantiu que até o dia 5 de setembro será divulgado um relatório técnico com as diretrizes para execução da intervenção.

Em vídeo, o vereador João Paulo (PT) destacou que a reunião foi marcada pelo diálogo e pela busca de equilíbrio entre segurança e funcionamento do transporte.

“Recebemos a notícia ontem com muita especulação e até oportunismo, mas buscamos o diálogo com o governo do estado e com a Agerba. Garantimos a retomada das lanchinhas e também a reforma no terminal”, disse.

Já o vereador Fernando Niraldo ressaltou que a prioridade é evitar a paralisação total do serviço: “Nosso principal objetivo é garantir que essa obra fundamental seja feita com responsabilidade, mas sem a interdição total, preservando o direito de ir e vir da população. Seguimos cobrando soluções que considerem o bem-estar das pessoas, o comércio local e o turismo”, afirmou.

A decisão inicial da Agerba gerou forte reação em Vera Cruz, com posicionamentos do prefeito Igor Pinho, do presidente da Câmara Jorge Rasta, do ex-prefeito Marcos Vinícius e da CDL Ilha, que alertaram para os impactos negativos no comércio, no turismo e na mobilidade da população.