O presidente da Câmara Municipal de Laje, vereador Josevan Lobo dos Santos, cobrou publicamente da prefeita Jaciara Reis a apresentação de um plano de ações estruturado para todas as áreas da administração municipal. A manifestação ocorreu durante a sessão ordinária realizada na última segunda-feira (13), e foi marcada por críticas à falta de organização e planejamento do Executivo.

Segundo Josevan, a fase de compreensão inicial da máquina pública já foi superada, e a população começa a demonstrar impaciência com a ausência de avanços concretos. “O início de gestão requer, sim, conhecimento da máquina pública. É preciso saber o que temos financeiramente, o que é possível fazer com a receita e onde é necessário buscar recursos. Mas é hora de parar, sentar e planejar”, afirmou o parlamentar.
O presidente citou como exemplo cidades da região, como Jiquiriçá, Jaguaripe, Ubaíra e Santo Antônio de Jesus, que já apresentam obras e melhorias visíveis em serviços públicos. “Enquanto isso, Laje está travada por entraves administrativos. E o povo começa a perceber a diferença”, destacou.
Entre os principais gargalos apontados por Josevan estão os serviços de saúde, infraestrutura, iluminação pública, carência de médicos especialistas, recuperação de estradas e a realização de exames de média e alta complexidade. Para o vereador, medidas isoladas não são suficientes: “Não adianta só apagar incêndios. É preciso planejamento real, com cronograma e metas claras.”
Apesar das críticas, o presidente da Câmara reforçou a disposição do Legislativo em colaborar com o Executivo municipal. “Essa Casa está à disposição para trabalhar junto com a prefeita Jaciara Reis, se ela se permitir. Estamos aqui para somar, mas é preciso envolver os vereadores na discussão das prioridades do município”, disse.
Josevan também comentou a recente sanção do projeto Previne Brasil, que trata do pagamento de incentivos a profissionais da saúde. A proposta havia gerado polêmica durante sua tramitação. “Graças a Deus, agora foi sancionado e promulgado. Mas isso só mostra como é importante ter clareza nos processos. A Câmara está aqui para ajudar, mas precisa ser respeitada.”
Ao finalizar sua fala, o presidente da Câmara reforçou que a responsabilidade pela boa condução da gestão é compartilhada, mas os impactos recaem diretamente sobre a população. “Se a gestão vai mal, quem sofre é o povo. E nós não queremos isso. Queremos um governo organizado, transparente e eficiente. Mas para isso, é preciso planejamento.”



