Vereador Marcelo Vale Fruti cobra explicações sobre salários atrasados à prefeitura de Laje: “Para onde foram os R$ 3,5 milhões?”

Vereador acusa gestão de priorizar pagamentos a fornecedores e denuncia falta de transparência na folha salarial

Durante a sessão da Câmara de Vereadores de Laje, realizada nesta terça-feira (13), o vereador Marcelo Silva de Jesus fez duras críticas à gestão da prefeita Jaciara Reis, cobrando explicações sobre os salários atrasados dos servidores públicos e a ausência de transparência nas informações da folha de pagamento do município.

Imagem: reprodução/ Blog do Valente

Segundo o vereador, a administração municipal teria provisionado recursos suficientes para quitar a folha salarial de setembro, outubro e novembro de 2024, mas deixou de pagar aproximadamente R$ 3,5 milhões. “Se eu provisionei, eu tenho que pagar. Foram R$ 7,5 milhões de folha. Para onde foram os R$ 3,5 milhões que não foram pagos?”, questionou.

Marcelo afirmou que a própria Justiça solicitou que a Prefeitura apresente os documentos detalhados sobre os pagamentos, mas, até o momento, a gestão não entregou as informações. Ele também denunciou que fornecedores estariam recebendo valores adiantados mesmo sem terem prestado serviços ao município. “Pagaram fornecedores que não executaram serviço nenhum para o município”, declarou.

O vereador criticou ainda a conduta da equipe jurídica da Prefeitura durante uma audiência no Ministério Público. “O advogado da gestão passou um número, não sei se fictício ou no calor da discussão, mas que não corresponde à realidade. Isso prejudica o processo e coloca mais dúvidas sobre a conduta da administração”, disse.

Marcelo relatou que está realizando, por conta própria, um levantamento completo da folha salarial como forma de fiscalização. “Tem empresas que cobram uma fortuna para fazer esse trabalho de auditoria. Eu estou fazendo de graça para o povo de Laje. Eu recebo para isso, mas faço muito além”, afirmou.

O parlamentar prometeu apresentar, na próxima sessão, detalhes sobre o destino dos recursos que, segundo ele, deveriam ter sido usados para pagar os servidores. “Não é ameaça. É dever. Porque quando se deixa de pagar trabalhadores, mas se paga fornecedores sem comprovação de serviço, a prioridade está errada”, concluiu.

Ao final do pronunciamento, ele pediu mais responsabilidade da prefeita com os servidores municipais. “O povo depende desse dinheiro para pagar luz, água, comprar alimento. Não é favor, é direito.”