
O cantor e compositor Geraldo Azevedo destacou a musicalidade e a receptividade do povo baiano durante entrevista ao Blog do Valente, concedida neste domingo (14), durante os festejos do Arraiá do Toim, em Mutuípe.
“Os baianos têm uma musicalidade incrível e sempre nos recebem com muito carinho. Tenho muito orgulho da minha trajetória; canto há mais de 50 anos e é gratificante ver que várias das minhas canções permanecem vivas na memória das pessoas”, comentou.
O repórter Leo Valente acompanhou o evento na noite deste domingo (14) e entrevistou artistas e autoridades que participam da festa. Nascido em Petrolina, cidade vizinha de Juazeiro, Geraldo Azevedo ressaltou a ligação entre as culturas pernambucana e baiana ao falar sobre sua trajetória artística e a forma como foi acolhido pelo público da Bahia ao longo da carreira.
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Segundo o cantor, a “cultura pernambucana e baiana permeia na minha vida de uma forma tal que os baianos me acolheram também de uma forma muito carinhosa em qualquer lugar da Bahia.”
Durante a entrevista, Geraldo Azevedo também falou sobre a importância das festas juninas na cultura brasileira. Para ele, o São João é a principal celebração popular do país e merece ser preservado por reunir música, culinária e tradição familiar.
O artista ainda comentou sobre a presença de outros ritmos musicais durante os festejos juninos. Embora tenha manifestado preocupação com a perda de características tradicionais da festa, destacou que respeita a diversidade musical existente no Brasil.
“A festa junina é a mais importante do Brasil, não tenho dúvidas disso. Sei que o Carnaval é muito forte, mas, para mim, as celebrações de São João, São Pedro e Santo Antônio têm mais peso na minha vida cultural. Às vezes, sinto que os nordestinos estão perdendo um pouco da integridade dessa tradição, misturando-a com gêneros musicais que não condizem com o momento. Por outro lado, há de se convir que o Brasil tem uma diversidade musical gigantesca, e não podemos coibir essa forma de celebrar. Acho que devemos festejar de todas as maneiras, desde que a nossa essência cultural seja preservada. Afinal, a festa junina vai além da música: envolve a culinária, reúne as famílias e tem um caráter muito acolhedor. Por isso, precisamos cultivá-la cada vez mais”, afirmou.
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