
O empresário Marcelo Batista, dono de um ferro-velho no bairro de Pirajá, em Salvador, foi preso novamente neste sábado (04). A prisão ocorreu no distrito de Jauá, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e reverteu a decisão judicial que havia lhe concedido liberdade provisória.
O mandado de prisão foi expedido pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e cumprido por agentes da 3ª Delegacia de Homicídios, da Agência de Inteligência e Coordenação de Operações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Conforme apurado pela TV Bahia, Marcelo foi localizado em casa, durante a madrugada. Ele foi levado para o Complexo de Delegacias da Polícia Civil, em Itapuã, e deve passar por audiência de custódia nos próximos dias.
Esta nova prisão de Marcelo Batista é referente ao processo por tentativa de homicídio contra três pessoas, incluindo dois ex-funcionários de sua empresa. As vítimas foram alvejadas por disparos de arma de fogo, mas conseguiram escapar.
O empresário também é investigado pelo duplo homicídio dos jovens Paulo Daniel Pereira Gentil do Nascimento, de 24 anos, e Matusalém Silva Muniz, de 25, que eram funcionários do ferro-velho e estão desaparecidos desde 4 de novembro de 2024. A Polícia Civil os considera mortos, e os corpos não foram encontrados até o momento.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou Marcelo e o soldado da Polícia Militar Josué Xavier Pereira pelos homicídios em 27 de março deste ano, sob a acusação de crimes cometidos por motivo torpe, meio cruel, e com ocultação de cadáveres. A Justiça da Bahia aceitou a denúncia em 31 de março, tornando-os réus e decretando a prisão preventiva do empresário pela segunda vez.
Marcelo Batista já havia sido preso em 26 de agosto, quando foi localizado escondido embaixo de um armário, mas foi solto em 11 de setembro mediante o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.
Anteriormente, em 9 de junho, ele havia se apresentado voluntariamente à Justiça após mais de dois meses foragido pela acusação do duplo homicídio. Na ocasião, o juiz Vilebaldo José de Freitas concedeu liberdade provisória ao empresário, substituindo a prisão preventiva por medidas cautelares severas. Segundo o magistrado, a apresentação espontânea de Marcelo, acompanhada da entrega do passaporte e um pedido formal de desculpas, demonstrou “arrependimento e respeito ao Judiciário”. O juiz considerou que não havia provas de ameaça a testemunhas nem indícios de que o acusado representasse perigo à ordem pública.


