
Morreu na manhã desta quarta-feira (22) o técnico de enfermagem Antônio César Ferreira Pitta de Jesus, 48 anos. Cesinha, como era conhecido, trabalhava no Hospital Santo Antônio, das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), como funcionário da Unidade de Coleta e Transfusão de Sangue (UCT) desde 2012. Ele estava internado no Hospital Couto Maia, em Salvador, unidade de referência para tratamento da covid-19.
“As providências foram imediatas. O primeiro atendimento foi no ambulatório montado nas Obras Sociais para acolher nossos colaboradores com sintomas gripais. Como o teste deu positivo, ele foi encaminhado para o isolamento em casa”, disse Marília.
Em nota, a Osid lamentou a morte do funcionário. “Antônio deixa uma filha e muitas saudades. Parte sob os aplausos e a gratidão de toda sua família das Obras Sociais Irmã Dulce!”, diz a nota.
Surto
Desde a semana passada, o Hospital Santo Antônio (HSA) enfrenta um surto de casos da covid-19. No domingo (19), a unidade iniciou a transferência de pacientes, com apoio da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), que possuem casos confirmados de coronavírus e quem tem mais de 60 anos.
Neste primeiro momento seriam 200 pacientes transferidos para uma base de apoio localizada onde ficava a faculdade Ruy Barbosa, no Rio Vermelho, e para a rede estadual de saúde.
Pelo menos 64 funcionários das Obras foram diagnosticados com a covid-19 e outros 30 pacientes também tinham a doença. Dois deles morreram.
Procurada no domingo (19), a instituição informou, por meio de sua assessoria, que não iria mais divulgar dados sobre os casos dentro do HSA para a imprensa. Os números serão repassados apenas para a Sesab.
Medidas
Outras medidas adotadas para tentar controlar o surto de coronavírus dentro da unidade foram o isolamento de funcionários e pacientes; desinfecção terminal de todas as áreas assistenciais do hospital; redução de 50% do número de leitos em cada enfermaria para que os pacientes fiquem mais distantes um dos outros; adequações dos sistemas de renovação de ar; realização de testes em todos os funcionários e pacientes, mesmo os assintomáticos; e intensificação das auditorias da utilização correta dos EPIs por todos os profissionais de saúde, além da desparamentação desses profissionais.
Fonte: Correio





