Representante dos ambulantes da rua dos correios deixa recado durante sessão na Câmara: ‘Cumpra o que nos foi prometido ou faremos novas manifestações’

Após decisão da prefeitura de Santo Antônio de Jesus de remanejar os vendedores ambulantes da Rua dos Correios para a feira livre, os trabalhadores vêm enfrentando dificuldade para manter uma linha de diálogo com a administração municipal, foi o que informou Renildo Palmas, representante dos ambulantes, em sessão na Câmara de Vereadores na noite desta segunda (22).

Em entrevista ao repórter Itajaí Júnior, Renildo disse que já tentou se reunir com a secretária de desenvolvimento e até mesmo com o prefeito Genival Deolino, mas sem sucesso.

“Tentamos conversar bem antes de sabermos que seriamos retirados dali. Procuramos conversar com os secretários, e até mesmo com o prefeito, mas não fomos recebidos. Eles nunca estavam”, disse.

Renildo disse ainda que, em campanha, Genival chegou a fazer promessas aos vendedores com a garantia de que eles seriam mantidos naquele local e que foram surpreendidos.

“Sabemos através de uma live. Genival dando um prazo para a nossa saída. Procuramos os secretários e todos não sabiam nos informara nada. Durante a campanha ele nos prometeu que não sairíamos. Tenho vídeo que pode provar. Eu perguntei se a promessa era verdadeira e ele me afirmou. Agora ele vem dizer que foi o Ministério Público que determinou nossa retirada”, acrescenta.

Recordado deque o pedido para a retirada de todos os ambulantes do centro comercial partiu de Genival, quando era presidente da Acesaj, Renildo disse que cobrou explicações, porém o prefeito desconversou.

Pra garantir a saída dos trabalhadores a prefeitura realizou um sorteio para a relocação para a feira livre e estipulou um auxílio de R$ 1,2 mil.

A este respeito, Renildo disse que nenhum trabalhador particípio do sorteio e salientou que aqueles que participaram ou fizeram acordo com a prefeitura não fazem parte do grupo de vendedores que atuam na Rua dos Correios.

“Pode ter sido algum trabalhador antigo, alguém que já atuou ali e que hoje está em outro local. Eu tenho uma lista com todos os vendedores que trabalham de fato no local.

Outra questão que foi reclamada pelos ambulantes é em respeito ao local escolhido para uma parte dos vendedores que fica no galpão de confecções e disputarão lugar com os comerciantes de Feira de Santana.

De acordo com Renildo, os barraqueiros oriundos de outra cidade tiveram privilégios que os da cidade não têm, como ponto de localização, melhor estrutura e tamanho das barracas.

“Como é que eu vou com meu carrinho de um metro disputar com um cara de barraca de mais de 4? Eu pago meu imposto aqui, então espero que tenham consciência. Eu moro aqui, meu imposto eu pago aqui. Eu não trabalho para o prefeito, são eles que trabalham para mim”, arguiu.