Delegada responsável pelo DEAM de SAJ fala sobre caso de mulher que teve o cabelo cortado pelo marido

Delegada responsável pelo DEAM de SAJ fala sobre caso de mulher que teve o cabelo cortado pelo marido
Foto: Ilustrativa

Após uma mulher relatar nas redes sociais sobre as agressões físicas cometidas pelo marido o qual ela foi casada há 16 anos, a Dr. Ana Beatriz, delegada responsável pelo DEAM em Santo Antônio de Jesus, esclareceu mais informações sobre o caso a Rádio Andaiá FM.

Em vídeo postado em rede social, a vítima alegou ter vivido 16 anos com um policial militar e por conta de muitas agressões que a abalaram psicologicamente, tendo até seus cabelos cortados de faca, decidiu pela separação e denunciar.

“Psicologicamente eu não me encontro bem, já pensei em tirar a minha vida porque perdi tudo e sou mãe de duas filhas” relatou a vítima.

A delegada informou que a vítima procurou o Núcleo Especial de Atendimento à Mulher e  já se tem o andamento necessário para o inquérito policial.

“Ela omitiu essa informação de ter os cabelos cortados, não falou isso no depoimento. No ano de 2017, ela  registrou uma ocorrência, depois desistiu e continuou convivendo com ele e sofrendo essas agressões. No Núcleo de atendimento restou essa ocorrência, mas diante da situação eu instalei um procedimento policial, mesmo contra a vontade dela, pois ela alegou que não iria fazer o exame de corpo delito”, relatou delegada.

De acordo com a delegada, a intimação já foi encaminhada para o agressor e os vídeos assim como as fotos divulgadas pela vítima se trata de uma agressão recente, o qual a vítima prestou a queixa, no entanto se recusou em fazer o exame de corpo delito.

“Ela tinha escoriações visíveis na face, por isso mesmo pedimos a guia, mas infelizmente ela disse que não iria fazer esse exame de corpo e delito que é tão importante para fazermos o encaminhamento na justiça, mas como houve vítimas foi possível fazer a instalação do processo e encaminhar a justiça”, disse a delegada Dr. Ana Beatriz

Foi informado pela delegada que a medida protetiva já foi concedida a vítima.