Presidente da Câmara de SAJ fala pela primeira vez após ser assaltado, espancado e feito refém em Salvador

O vereador declarou que não pode atribuir cunho político ou pessoal, pois as investigações não estão finalizadas

Foto: Blog do Valente

O vereador e presidente da Câmera de Vereadores de Santo Antônio de Jesus, Chico de Dega, concedeu uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (03), e falou pela primeira vez sobre o assalto, agressões e tentativa de sequestro que sofreu no dia 22 de maio, em Salvador.

O vereador agradeceu o apoio de populares e personalidades políticas da cidade durante o período que ficou hospitalizado.

Na ocasião Chico foi abordado por criminosos que sabiam de sua identidade e posição política. O vereador foi agredido e preso no porta-malas do seu próprio veículo enquanto os suspeitos rodavam com o veículo. Em determinado momento, Chico conseguiu abrir o banco de emergência e fugir do local.

Ao Blog do Valente, Chico de Dega informou que deixará as investigações da Polícia Civil descobrir as motivações do crime e admitiu que não pode prejulgar qualquer pessoa ou atribuir ao caso motivação política.

“Momento difícil e doloroso, não quero e não desejo para ninguém. Não julgarei e não vou julgar ninguém. Eu espero que possa viver em um mundo melhor um mundo tranquilo”, declarou.

“Eu não posso levar para nenhum rumo, nem político, nem pessoal porque a gente não sabe as motivações. Eu só sei que foi muito ódio, vocês vão ver as marcas no meu rosto. Eu não quero dar culpa a nenhum cidadão, sempre gostei de fazer política séria, com respeito, com dignidade. Jamais espero que alguém venha tirar de mim estes proveitos”, disse Chico de Dega.

Informações iniciais indicam que o vereador foi vítima de uma tentativa de sequestro, mas a informação ainda não foi comprovada.

“Eu tinha uma reunião agendada com o Deputado Rogério Andrade, nós conversamos e dialogamos sobre Santo Antônio de Jesus, e ao sair, aconteceu esta tragédia”, explicou.

Chico contou que após horas preso em seu carro, Chico pediu socorro, mas os criminosos também gritavam que seria um ladrão que estava detido. Mesmo assim, que conseguiu escapar após derrubar a arma de um dos suspeitos.

“Na reta final, depois de ter percorrido quase 3 horas, no fundo e preso, ao chegar no posto de gasolina para abastecer eu percebi que estava chegando a reta final. Naquele momento eu tive uma reação gritando socorro, socorro, mas diziam que era ladrão sendo preso. Acabei jogando a arma de uma pessoa para o lado e acabei saindo do veículo”, explicou.

Sobre seu atual estado de saúde informou que ainda necessita de recuperação física e emocional e disse que não tem tido noites fáceis, mas que pretende estar de volta às atividades políticas.

“Não tem sido fáceis as minhas noites, mas tenho um Deus forte, que tem me dado energia. O que eu passei não era nem para eu estar aqui sendo entrevistado por vocês, mas graças a Deus ele me trouxe ao lar, ao lado do povo e isso me dá gratidão e felicidade”.



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