Na última semana, um internauta usou as redes sociais para denunciar as condições deploráveis do cemitério municipal de Santo Antônio de Jesus. A denúncia rapidamente ganhou repercussão e chegou aos ouvintes da rádio local, que também relataram problemas semelhantes ao ligarem para o programa “Levante a Voz” da Andaiá FM.

Os relatos apontam para covas abandonadas, matagal alto e uma falta geral de manutenção no local. Segundo os denunciantes, o ambiente está longe de ser adequado para que as famílias se despeçam de seus entes queridos com dignidade. Em um dos vídeos compartilhados, um internauta disse: “Olha o estado do cemitério municipal. Só não parece estar abandonado por conta das poucas flores que as pessoas colocam nos túmulos. Mas o mato tomou conta do cemitério. Já tem lápides, covas que estão tomadas pelo mato. O mato está quase cobrindo. Olha só pra isso. Prefeitura, cuide dos nossos mortos também. Que absurdo.”
Em resposta às críticas, o administrador do cemitério, Luiz do Mutum, entrou em contato com a rádio e explicou que a responsabilidade pela manutenção é da empresa LMR, contratada pela prefeitura, que teria reduzido significativamente o número de funcionários responsáveis pela limpeza. “A empresa que assumiu tirou três pessoas e só deixou cinco. Não é culpa nem minha, nem da prefeitura. A culpa é da empresa, que ficou de 15 em 15 dias e só o cemitério”, afirmou Luiz.
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Luiz do Mutum detalhou ao radialista Léo Valente que, inicialmente, havia oito funcionários para realizar a manutenção do cemitério, número que foi reduzido para cinco pela empresa LMR. Além disso, ele mencionou a falta de equipamentos adequados, como roçadeiras, para a realização do trabalho. “Hoje não temos nem roçadeira e só temos cinco funcionários. Eu vou procurar aqui o pessoal da LMR, porque a empresa é contratada”, disse o administrador.
Durante o programa, foi ressaltada a importância de uma fiscalização rigorosa por parte da prefeitura para garantir que a empresa contratada cumpra suas obrigações. “A prefeitura tem que exigir aí do pessoal”, afirmou Léo Valente.
Luiz do Mutum também destacou que muitos túmulos são abandonados pelas famílias, o que contribui para a deterioração do cemitério. “Tem túmulo lá que tem 10, 15, 20 anos sem ninguém visitar. Essas pessoas também deviam ir ao cemitério cuidar dos seus túmulos.”
A situação gerou grande repercussão entre os ouvintes e moradores da cidade, que esperam por uma solução rápida e eficaz para que o cemitério municipal volte a ser um local adequado para as despedidas e homenagens aos entes queridos.




