Um morador de Salvador teve seu nome utilizado por criminosos investigados pela Polícia Federal em uma operação que apura o planejamento de um golpe de Estado em 2022, no qual eles também planejavam matar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes. A operação, realizada na manhã desta terça-feira (19), cumpriu mandados de prisão e busca contra suspeitos de integrar um grupo que teria planejado o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), além da execução do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Segundo relatório de investigação da Polícia Federal, o qual o Blog do Valente teve acesso, A.E.S., residente em Salvador, teve seus dados pessoais usados de forma fraudulenta para registrar números de telefone associados aos suspeitos. Entre eles está o (61) 98179-0643, vinculado ao codinome “Brasil” e utilizado no aplicativo Signal por membros do grupo “Copa 2022”. A polícia ressaltou que não há indícios de que A.E.S. tenha qualquer ligação com os crimes, sendo apontado apenas como vítima da apropriação criminosa de seus dados.
A investigação também revelou que o mesmo aparelho usado por “Brasil” foi posteriormente associado a outro número, registrado em nome de Rodrigo Bezerra de Azevedo, um dos presos na operação e integrante do Exército. Bezerra faz parte do grupo de militares conhecidos como “kids pretos”, que também inclui o general de brigada da reserva Mario Fernandes, o tenente-coronel Helio Ferreira Lima, e o major Rafael Martins de Oliveira. O policial federal Wladimir Matos Soares também foi detido.
O grupo investigado planejava o golpe por meio de um esquema chamado “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o monitoramento e ataque à Lula, Alckmin e Moraes.




