Queda da gasolina alivia a inflação, mas alimentos continuam subindo

Na média, os alimentos subiram 1,48%, ante 0,42% em junho. A cadeia do leite foi destaque.

Na média, os alimentos subiram 1,48%, ante 0,42% em junho. A cadeia do leite foi destaque.

A redução dos preços da conta de luz, da gasolina e do  etanol  após a ação do governo para reduzir tributos – tanto federais quanto estaduais – já começou a produzir os primeiros alívios na inflação ao consumidor, mas o encarecimento de outros itens, como alimentos, poderá atrapalhar a sensação positiva.

No caso dos combustíveis, as quedas vêm ocorrendo nas últimas semanas. O preço médio semanal do litro da gasolina no Brasil registrou a quarta queda consecutiva, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O preço do combustível caiu em média 6,5% na semana de 10 a 16 de julho, para R$ 6,07 o litro. Novas reduções deverão vir por aí, já que os governos de São Paulo e Minas Gerais anunciaram nesta segunda-feira, 18, reduções no ICMS sobre o etanol.

Já no caso da conta de luz, a tarifa de eletricidade residencial recuou 2,29% na segunda semana de julho, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), divulgado na segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), ajudando o indicador a ficar em 0,24%.

Por outro lado, o preço dos alimentos continua subindo. O grupo Alimentação foi a única das oito classes de despesas que acelerou em julho no Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), também divulgado na segunda-feira, pela FGV.

Na média, os alimentos subiram 1,48%, ante 0,42% em junho. A cadeia do leite foi destaque. O item “laticínios” saltou 8,81%. Apenas o leite longa vida ficou 16,74% mais caro em julho.

Redução pontual 

Com a queda dos preços de energia e combustíveis, a expectativa dos economistas é de que haja deflação (queda de preços) em julho. Graças às desonerações, economistas do mercado financeiro preveem uma queda de 0,46% no IPCA de julho, conforme o Relatório de Mercado Focus divulgado pelo Banco Central (BC).

André Braz, coordenador dos Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, acha que a queda nos índices de preços ao consumidor poderá chegar a 1%, em julho, “mas será muito concentrado em energia e gasolina”.

Fonte: Agência Estado

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