
A conta de luz dos brasileiros deve ficar mais cara até o final de 2026. Segundo projeção divulgada nesta quinta-feira (11) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as tarifas de energia podem registrar aumento médio de 8,6% no ano.
O percentual é superior à inflação projetada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), estimada em 4,9%, e também supera o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), previsto em 5,8%.
De acordo com análises do setor, um dos principais fatores que pressionam as tarifas é o aumento dos subsídios concedidos a segmentos específicos da cadeia elétrica. Entre eles está a geração de energia solar, cujos incentivos são compartilhados por todos os consumidores do país.
Nos últimos 12 meses, o chamado “subsidiômetro” do setor elétrico já ultrapassou R$ 55 bilhões. Recentemente, o governo federal negociou medidas para reduzir o impacto das tarifas, mas o Congresso Nacional aprovou o direcionamento prioritário dos descontos para as regiões Norte e Nordeste.
Caso a projeção da Aneel se confirme, os consumidores poderão sentir os efeitos do reajuste nas contas de energia ao longo dos próximos meses.




