‘Forró tem riqueza cultural e potencial para acontecer de janeiro a janeiro’, afirma Adelmário Coelho

‘Forró tem riqueza cultural e potencial para acontecer de janeiro a janeiro’, afirma Adelmário Coelho
Foto: reprodução

Forró o ano inteiro? Para quem vive na expectativa de junho e julho, o gênero poderia facilmente ocupar os outros 10 meses do calendário. O desejo parte de quem é apaixonado pelo São João e de quem faz ele acontecer.

Para alguns, o cenário com a zabumba tocando o ano inteiro é quase utópico, mas quem é da área garante que o ritmo tem força o suficiente para ficar em alta nos 365 dias do ano.

Com 28 anos de carreira e uma trajetória de sucesso que o fez ficar conhecido como um dos grandes nomes do gênero no país, o forrozeiro não esconde a felicidade de poder voltar aos palcos em um dos momentos mais importantes para o gênero que é o São João.

Ao iBahia, o veterano, que está com a agenda preenchida para os festejos juninos falou sobre a expectativa do retorno da festa após os 2 anos de pandemia da Covid-19.

“Há uma expectativa muito grande, de demanda reprimida, que é grandiosa. Estamos em um pré-aquecimento desde o momento que foi autorizada a realização das grandes festas, e o mês de junho tem várias festas além do São João, tem Santo Antônio, São Pedro”.

Escalado para tocar em grandes festas ao redor do estado, Adelmário pontuou as cidades que estão apostando na tradição com atrações locais para o retorno dos festejos. Para o artista, este deveria ser o mote do período junino, não deixar os costumes se esvaírem para desta forma conseguir passar cultura para as novas gerações.

“Não deveríamos tratar como resgate e sim continuidade da tradição do São João para que as gerações pudessem conhecer genuinamente o que é a cultura popular nordestina. As quadrilhas, a gastronomia e o forró é o baluarte dessas festas, ele tem que reinar”.

E com tanta mudança no mundo, como fazer para que o forró raiz e a tradição do São João não se perca? Ao site, o forrozeiro afirma que o jeito é se render e investir no que está bombando para unir forças:

“Vivemos um mundo novo. Não existe mais CD, por exemplo. Nem carro tem onde colocar CD. Estamos aprendendo tudo de novo, tivemos que se desdobrar e se entregar as redes sociais, plataformas digitais. Se entrar em meu canal no YouTube tem todo meu projeto, meu Instagram também. E é super atualizado porque eu acredito nisso, hoje agora é tudo digital”.