
A escola de samba Acadêmicos de Niterói abriu a noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Durante a apresentação, a comissão de frente chamou atenção do público e repercutiu nas redes sociais ao retratar episódios marcantes da política recente do país.
Na encenação, uma integrante representando a então presidenta Dilma Rousseff teve a faixa presidencial “roubada” por um ator caracterizado como Michel Temer, retratado como golpista. Em seguida, a faixa foi entregue a um personagem vestido de palhaço Bozo, em alusão ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O personagem celebrou fazendo gestos de “arminha” com as mãos, enquanto cruzes espalhadas pelo cenário simbolizavam as vítimas da pandemia de Covid-19.
Na sequência, a narrativa mostrou um componente usando máscara de Lula retomando a faixa presidencial e subindo uma rampa, em referência ao retorno do petista ao Palácio do Planalto. A apresentação utilizou linguagem simbólica e crítica para contar a trajetória política recente do país, reforçando o tom político do desfile e gerando debates sobre os limites entre manifestação artística e posicionamento político no Carnaval.


