Atlético-MG e Bahia somam pontos insuficientes para objetivos distintos

Foto: Divulgação / EC Bahia

 

Resumão

A posse de bola foi toda do Atlético-MG, mas as chances reais de gol estiveram nos pés do Bahia. No fim, tudo igual no Mineirão – 1 a 1 – pela 36ª rodada do Brasileiro. O pior visitante da competição conseguiu arrancar pontos do melhor mandante. Desmantelado pela Covid-19, o Bahia foi buscar um ponto em BH, ainda que a ameaça do rebaixamento fique viva. Para o lado do Galo, é mais um resultado ruim para quem ainda sonha com taça (agora, missão muito perto de ser descumprida).

Primeiro tempo

Se a justiça imperase no futebol, o Bahia teria saído para o intervalo, no mínimo, com o empate. Foi melhor do que o Atlético na etapa incial, criando ao menos quatro oportunidades claras de gol. Chegou a acertar a trave, ter lance cara a cara com Everson. Mas foi o Galo que teve eficiência ofensiva. Em cruzamento de Guilherme Arana na medida, Eduardo Sasha subiu sozinho e abriu o placar para o time da casa. Foi, basicamente, a única chegada com perigo do Atlético.

Segundo tempo

O espaço na defesa do Galo estava nítido. E o Bahia voltou com a faca nos dentes na etapa final. Com um minuto de jogo, o Atlético se viu desprotegido do lado esquerdo e o velocista Rossi venceu Junior Alonso na corrida, penetrou na área e chutou com perfeição, no ângulo, empatando em 1 a 1. Os mineiros dominavam a posse de bola e ações, mas a marcação baiana estava afiada, dando poucas chances ao azar. O Bahia tinha poucos contra-ataques, mas assustou novamente com Elton, em tirambaço na trave do Galo.

Adeus, taça?

Se o Internacional vencer o Vasco no domingo, o Atlético não consegue mais sonhar com o título. Com mais um empate, o Galo se mantém em terceiro lugar, com 61 pontos, e não pode ser ultrapassado. O São Paulo, quarto lugar, tem 59 pontos e, mesmo se vencer o Grêmio, iguala o Galo em pontuação, mas terá vitória a menos. O Tricolor está com um jogo atrasado (diante do Palmeiras). A meta do Atlético é terminar na zona de classificação direta para a fase de grupos da Libertadores, algo próximo.

Fantasma do Z-4

Se o Vasco vencer o Internacional, então é o Bahia que irá lamentar. O time carioca encabeça os quatro últimos colocados do Brasileiro, com 37 pontos, e se somar mais três, joga o Bahia para o Z-4. Um empate do cruz-maltino já serve para o time de Dado Cavalcanti permanecer fora da “zona da confusão”, faltando dois jogos para o Bahia.