
O Brasil, historicamente conhecido como o “país do futebol”, enfrenta um cenário de desconfiança inédita às vésperas da Copa do Mundo de 2026. Segundo levantamento do Datafolha, apenas 29% dos brasileiros acreditam na conquista do hexacampeonato — o menor índice já registrado.
O número supera os níveis de apatia observados nas Copas da Rússia (2018) e do Catar (2022), evidenciando um distanciamento crescente entre a Seleção Brasileira e sua torcida.
Dentro de campo, o desempenho recente ajuda a explicar o cenário. A equipe encerrou as eliminatórias apenas na quinta colocação e acumulou resultados negativos, incluindo derrotas inéditas para seleções como a Bolívia.
Fora das quatro linhas, o chamado “pachequismo” — o otimismo incondicional que marcou gerações anteriores — perdeu força. O torcedor atual se mostra mais crítico e menos engajado emocionalmente.
Outro fator apontado é a desconexão entre os jogadores e o público brasileiro. Com a maioria dos atletas atuando no futebol europeu, a Seleção passou a ser vista por parte da torcida como um “produto de exportação”, distante da realidade dos clubes nacionais e do cotidiano do torcedor.




